- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 28 , OUTUBRO 2026
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) está entre os aliados que perderam as eleições e cujo futuro político deverá entrar nas negociações para a composição do governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a Folha de S.Paulo, o petista deverá promover mudanças no primeiro escalão nas próximas semanas, mas terá dificuldades para acomodar todos os nomes de peso que ficaram sem mandato para 2027.
A situação de Fávaro integra um cenário que também envolve Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet, Márcio França, João Campos, Eduardo Paes, Paulo Pimenta, Randolfe Rodrigues, Renan Filho e Marina Silva. A reportagem não aponta uma pasta específica que poderia ser destinada ao representante de Mato Grosso.
Além da pressão dos aliados, Lula terá de negociar espaços com partidos que não apoiaram sua candidatura. O fortalecimento da oposição no Congresso deverá ampliar a necessidade de dividir cargos para construir uma base de sustentação.
Para a Casa Civil, o principal cotado é o senador Camilo Santana (PT-CE), que comandou o Ministério da Educação no atual mandato. Haddad era considerado favorito para o posto, mas perdeu força após a derrota para Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.
Na Fazenda, os nomes mencionados nos bastidores incluem o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Renan Filho (MDB-AL). Fonteles precisaria deixar o governo estadual para assumir o ministério.
Guilherme Boulos pode permanecer na Secretaria-Geral da Presidência ou ser transferido para o Ministério das Cidades. Já Wellington Dias, Vinícius Carvalho e Wellington César são citados entre os ministros que podem deixar o Executivo.
No caso de Wellington Dias, o retorno ao Senado é visto como uma forma de reforçar a bancada governista. Renan Filho, que também tem mandato na Casa, é lembrado para a liderança do governo no Senado ou no Congresso.
Alexandre Padilha deve ser mantido no Ministério da Saúde. Durante o discurso de vitória, no domingo (25), Lula sinalizou a continuidade do ministro ao defender que ambos prossigam com as ações no Sistema Único de Saúde.
Outro nome com possibilidade de integrar a equipe é João Campos (PSB), derrotado na disputa pelo Governo de Pernambuco. Aliados avaliam que sua presença atenderia à intenção de renovação indicada pelo presidente.
As articulações também passam pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O grupo de Lula considera a recondução dos dois aos comandos das Casas uma prioridade para reduzir obstáculos no Legislativo. As mudanças ministeriais ainda estão em discussão.