- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 5 , NOVEMBRO 2026
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que o Governo de Mato Grosso informou não ter condições de incluir no orçamento de 2027 o pagamento dos 18% referentes à Revisão Geral Anual (RGA) atrasada dos servidores públicos, acumulada durante a pandemia da Covid-19. A informação foi repassada pelo secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, durante audiência pública para discutir a proposta orçamentária do próximo ano.
Segundo Júlio, o questionamento foi feito diante da possibilidade de o Estado reservar recursos para compensar as perdas salariais acumuladas no período da pandemia, além do reajuste normal previsto para 2027, estimado em 5,33%.
“Ele disse que neste instante não há nenhuma possibilidade de incluir no orçamento o pagamento do RGA atrasado”, relatou o parlamentar.
Durante a audiência, o deputado também questionou a previsão de arrecadação estadual. Segundo ele, Mato Grosso deve chegar a quase R$ 50 bilhões em arrecadação em 2026, enquanto o orçamento projetado para 2027 é de R$ 46 bilhões.
Outro ponto levantado foi o pagamento das emendas parlamentares impositivas. Júlio afirmou que, dos pouco mais de R$ 600 milhões previstos para os 24 deputados estaduais, 84% já foram empenhados, mas apenas entre 62% e 63% foram efetivamente liberados.
O parlamentar defendeu que o governo empenhe a totalidade dos recursos até o fim deste ano e libere pelo menos 80% dos valores previstos. O restante deverá ficar como restos a pagar para 2027.
Júlio também comentou a extinção da cobrança do Fethab 2 a partir de 2027 e o pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão feito pelo governo estadual para investimentos na área habitacional