quarta-feira, 4 - novembro 2026 - 14:27



DISPUTA DA MESA

Faissal manda Cattani deixar o PL após a Max; ‘vai para o Podemos’


Da Redação/ FatoAgora
Faissal Calil e Cattani
Faissal Calil e Cattani

O deputado estadual Faissal Calil (PL) criticou o posicionamento do colega de partido Gilberto Cattani na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sugeriu que ele deixe o PL para se filiar ao Podemos, partido comandado pelo deputado Max Russi. A declaração foi motivada pelo apoio anunciado por Cattani à reeleição do atual presidente da Casa.

O desentendimento ocorre em meio às articulações para a formação da próxima Mesa Diretora. Enquanto Max Russi trabalha para permanecer no comando do Legislativo e manter Dr. João (MDB) na Primeira Secretaria, Faissal tenta organizar uma composição alternativa para disputar espaço na direção da Assembleia.

Segundo Faissal, Cattani chegou a demonstrar interesse em participar de seu grupo político e ocupar um dos cargos da Mesa Diretora. O parlamentar afirmou que havia conversado com o colega sobre a possibilidade de disputar a Primeira Vice-Presidência, mas foi surpreendido quando ele declarou apoio a outro grupo.

Faissal disse que se sentiu contrariado principalmente pela falta de diálogo com os integrantes da bancada do PL. Ele destacou que mantém uma relação próxima com Cattani e que foi um dos primeiros a procurá-lo para discutir a eleição interna.

“Ele foi a primeira pessoa que eu comuniquei, a pessoa que eu mais converso dentro do parlamento. Somos os dois do PL aqui dentro”, afirmou.

O deputado também relatou que Cattani teria demonstrado interesse na composição inicialmente, mas depois anunciou alinhamento político sem consultar os demais integrantes do partido.

“Depois, ele deu uma entrevista falando que estava com o João, sem nem comunicar, sem nem conversar com outros deputados do PL, que faz parte da nossa bancada”, criticou.

A insatisfação aumentou após Cattani sinalizar que pretende acompanhar as decisões de Max Russi sobre a composição da Mesa Diretora. Para Faissal, esse alinhamento demonstra que o colega está mais próximo do grupo do atual presidente do que da própria legenda.

“Agora, ele está falando que vai com o Max, seja o que o Max falar, então, para mim, ele já pode mudar para o Podemos, então. Não é mais PL”, disparou.

Faissal ainda mencionou que Cattani já teria manifestado interesse em disputar uma vaga no Senado em 2030. De acordo com ele, em uma reunião anterior, o deputado chegou a admitir a possibilidade de deixar o PL caso não encontrasse espaço político para viabilizar o projeto.

Outro ponto levantado por Faissal foi a dificuldade de um parlamentar do PL apoiar um nome do MDB, partido que mantém disputas políticas com os liberais em Mato Grosso. Ele citou os embates envolvendo prefeituras, a eleição em Cuiabá e a disputa pelo Senado como exemplos das divergências entre as siglas.

“Você sabe das prefeituras, você sabe como foi aqui em Cuiabá, você sabe como foi o Senado, foi muito difícil a pessoa pender para apoiar uma pessoa do MDB”, concluiu.

A eleição da Mesa Diretora da ALMT segue movimentando os bastidores políticos, com diferentes grupos tentando consolidar apoios e garantir espaço na composição que comandará o Legislativo estadual.


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