quinta-feira, 25 - junho 2026 - 11:51



APÓS MANDADO DE PRISÃO

Acusado de espancar idoso em elevador, policial aposentado está foragido em Cuiabá


Allan Mesquita / Da Redação

O policial civil aposentado Luciano Testa é considerado foragido da Justiça após ter a prisão preventiva decretada pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá. A decisão judicial foi proferida na última terça-feira (23), atendendo a pedido da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, no âmbito das investigações sobre a agressão a um idoso dentro de um elevador em um condomínio residencial no bairro Cidade Alta.

Em nota, a Polícia Civil informou que a Gerência Estadual de Polinter e Capturas tomou conhecimento do mandado de prisão e iniciou imediatamente as diligências para localizar o investigado. No entanto, até o momento, Luciano Testa não foi encontrado. “O suspeito segue foragido”, destacou a instituição.

Na manhã desta quinta-feira (25), o titular da Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), delegado Marcos Veloso, confirmou que, até o início do dia, não havia informação sobre o cumprimento do mandado. Questionado sobre a situação do investigado, ele foi direto: “Se ele não está preso, ele é um foragido da Justiça”.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, os desentendimentos entre o policial aposentado e a vítima teriam começado ainda em 2025. A situação culminou em uma agressão registrada no dia 11 de junho deste ano. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um idoso de 62 anos é atacado com socos e chutes dentro do elevador do condomínio, inclusive após cair no chão.

O Ministério Público também aponta que a esposa da vítima teria sido agredida e vítima de importunação sexual ao tentar intervir na confusão. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa e foi registrado pelos crimes de injúria, lesão corporal e importunação sexual.

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz João Bosco Soares da Silva considerou a gravidade dos fatos, a escalada da violência e o risco de reiteração criminosa. O magistrado também levou em conta que o investigado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar, não foi localizado em tentativas de intimação e possui treinamento tático por ter atuado na Polícia Civil, fatores que, segundo o Ministério Público, reforçam o risco de fuga e a necessidade da medida cautelar.

 


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