- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 4 , MAIO 2026
Acusado por ameaças e ofensas contra uma servidora do cerimonial dentro do gabinete da prefeita Flávia Petersen Moretti (PL), o assessor municipal Gustavo Henrique Duarte, conhecido como Bispo Gustavo Duarte, utilizou as redes sociais para fazer criticas sobre o tema neste sábado (2).
Na publicação feita através do Stories, ferramenta que permite postagens que desaparecem em 24 horas, o bispo afirma que o assunto não pode ser usado por “conveniência”. “Assédio moral e misoginia são temas sérios, não ferramenta de conveniência. Não aceito desrespeito nem acusações infundadas seguidas de vitimismo. Esse tipo de conduta não se sustenta”, afirmou.
A declaração ocorre após uma servidora do cerimonial registrar boletim de ocorrência relatando episódios de injúria, difamação e intimidação ocorridos dentro do gabinete da prefeita. Conforme o documento, a confusão teria começado após a funcionária informar que não poderia cumprir uma ordem imediata por já estar executando outra demanda.
Segundo o relato, o assessor teria reagido de forma agressiva, chamando a servidora de “idiota” e fazendo comentários depreciativos, incluindo insinuações sobre sua orientação sexual. A denúncia também aponta que ele teria feito ameaças, além de solicitar a demissão da funcionária a superiores.
No postagem, o bispo afirma, sem citar diretamente o episodio, que assuntos como esse não podem ser usados com “vitimismo”.
“Banalizar isso é irresponsável e enfraquece a luta legítima das mulheres. Não aceito desrespeito nem acusações infundadas seguidas de vitimismo. Esse tipo de conduta não se sustenta”, acrescenta Duarte.
Por fim ele afirma que não irá aceitar acusações levianas. “São mais de 20 anos de vida pública, pautados por responsabilidade e transparência. Não aceitarei acusações levianas. Respeito é via de mão dupla, não obrigação unilateral”, diz.
O caso
A denúncia aponta supostos crimes de injúria, ameaça e difamação dentro do gabinete da Prefeitura Flávia Moretti (PL), ocorridos na manhã da última quarta-feira (29). Conforme noticiou o FatoAgora, uma servidora do cerimonial solicitou medidas protetivas de urgência e afirmou temer por sua integridade física e psicológica, destacando que ambos trabalham em setores próximos, o que aumentaria o risco.
Para a Polícia Civil, a servidora informou que não poderia cumprir a ordem naquele momento por já estar executando outra demanda. Diante da negativa, o assessor teria reagido de forma agressiva, afirmando que a justificativa “não era relevante” e insistindo para que a ordem fosse cumprida na hora.
O registro aponta que, ao questionar a postura do assessor e afirmar que ele não era seu superior hierárquico, a servidora passou a ser alvo de ofensas, sendo chamada de “sons*a” e “idiota”. Uma colega de trabalho teria intervido e retirado a vítima do local devido ao abalo emocional.
Procurada, a Prefeitura de Várzea Grande informou que não comenta questões de natureza pessoal, mas ressaltou que toda manifestação formal é encaminhada para análise, conforme a legislação vigente, reafirmando o compromisso com um ambiente de trabalho seguro e respeitoso.