terça-feira, 22 - setembro 2026 - 18:15



FALA POLÊMICA

Áudio - Medeiros diz que eleitor “ora para alienígena e bebe detergente”


Allan Mesquita/ Da Redação
Reprodução
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Um novo áudio atribuído ao deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso José Medeiros (PL) repercute nas redes sociais após trazer uma declaração sobre o perfil de seu eleitorado. Na gravação, que teria sido feita durante uma conversa com o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), Medeiros afirma que seus eleitores são aqueles que “oram para alienígena e bebem detergente”.

“Você sabe que meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente, né? Esse eleitor, Chico”, diz o homem identificado como Medeiros na gravação. Até o momento, não foi divulgado o contexto completo da conversa, e Medeiros não havia se manifestado sobre o novo áudio.

A fala ocorre um dia após a divulgação de outra gravação atribuída ao parlamentar, também em conversa com Chico Mendes. No áudio, revelado pelo portal Metrópoles, Medeiros afirma ter orientado sua equipe de marketing a retirar referências ao Supremo Tribunal Federal (STF) de materiais de campanha. Na ocasião, ele confirmou a autenticidade da gravação e afirmou que considera importante preservar a instituição.

Referências

A menção a pessoas que “oram para alienígena” faz referência a um episódio que ganhou repercussão durante manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após a eleição de 2022. Naquele período, vídeos de manifestantes reunidos em frente a quartéis, com celulares levantados, viralizaram nas redes sociais e foram associados, em tom de piada, a uma suposta tentativa de comunicação com extraterrestres.

Já a referência aos eleitores que “bebem detergente” remete a uma polêmica envolvendo a marca Ypê. Em maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação e o recolhimento de determinados produtos da empresa após identificar falhas em processos de produção e controle de qualidade.

A medida gerou reação de apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais, que passaram a acusar a Anvisa de perseguição política à empresa. A controvérsia também deu origem a publicações que faziam referência à suposta ingestão de detergente por apoiadores como forma de protesto contra a decisão.

Veja:


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