- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 7 , OUTUBRO 2026
O deputado estadual Valdir Barranco (PT) afirmou nesta quarta-feira (7), durante o retorno dos trabalhos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que a esquerda enfrenta uma desvantagem na comunicação política diante da influência das grandes empresas de tecnologia. Segundo ele, existe um movimento internacional da elite econômica para favorecer governos de extrema-direita.
“Há todo um esforço no mundo da elite econômica, da elite que hoje domina as big techs, de fazer prevalecer de maneira homogênea no mundo os governos da extrema-direita”, declarou.
Barranco afirmou que essa realidade não se restringe ao Brasil e citou os Estados Unidos como exemplo. Na avaliação do parlamentar, a proximidade entre o presidente norte-americano Donald Trump e empresários do setor de tecnologia demonstra uma articulação que, segundo ele, também repercute na América do Sul.
“Não vamos dizer que nós temos a mesma facilidade que a extrema-direita tem para se comunicar. Isso não é uma questão de Brasil, é uma questão de mundo”, afirmou.
O deputado também reconheceu que um dos principais desafios do campo progressista é conseguir estabelecer uma comunicação mais direta com a população nos próximos dias. Ele defendeu que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplie a comunicação sobre medidas e propostas que, segundo ele, beneficiam trabalhadores.
Entre os exemplos citados por Barranco estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a discussão sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial.
O parlamentar também criticou posições defendidas pelo governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e por setores ligados à direita sobre a jornada de trabalho. Segundo Barranco, existe uma diferença entre defender mais horas trabalhadas e garantir remuneração proporcionalmente maior.
Ao comentar o cenário eleitoral, Barranco afirmou que ainda há espaço para o PT disputar votos e tentar reverter o resultado. Ele também disse que, caso Lula não permaneça no governo, o partido deverá respeitar o resultado das urnas e exercer seu papel de oposição.