terça-feira, 5 - maio 2026 - 18:38



VILIPENDIOU

Cattani acusa Barranco de desprezar morte da filha e pede retirada de homenagem na AL


Da Redação / FatoAgora
Deputado estadual Gilberto Cattani (PL) – Prefeito de Cuiabá Abilio Brunini
Deputado estadual Gilberto Cattani (PL) – Prefeito de Cuiabá Abilio Brunini

O deputado Gilberto Cattani (PL) reagiu às declarações do colega Valdir Barranco (PT) e afirmou que a memória da filha, Raquel Cattani, foi desrespeitada durante o debate sobre um projeto de lei que trata do acesso de mulheres a armas de fogo no estado. Como resposta, ele anunciou que irá pedir à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa a retirada do nome da filha da sala da Procuradoria Especial da Mulher.

A controvérsia começou após Barranco criticar a proposta e usar o caso de Raquel como argumento. Ao classificar o projeto como “absurdo”, o parlamentar afirmou que o armamento não garante proteção e citou o episódio envolvendo a família de Cattani. “Se isso funcionasse, a filha do Cattani não teria sido vítima de feminicídio”, declarou Barranco em entrevista, mencionando registros em que familiares aparecem com armas.

Em resposta, Cattani afirmou que o colega extrapolou os limites do debate político e utilizou informações que, segundo ele, não correspondem à realidade. O deputado também negou que a filha possuísse arma de fogo. “Ele vilipendiou a memória da minha filha. A Raquel nunca teve arma nenhuma”, ponderou.

O embate ocorre no contexto da tramitação do Projeto de Lei nº 1.470/2024, de autoria de Cattani, que propõe facilitar o acesso de mulheres a clubes de tiro e custear munições como forma de autodefesa. A proposta já recebeu parecer favorável e segue em análise. Por outro lado, o deputado Barranco defende que o enfrentamento à violência contra a mulher deve priorizar políticas públicas de prevenção, reeducação e fortalecimento da rede de proteção, em vez da ampliação do acesso a armas.

Diante do episódio, Cattani também questionou a permanência da homenagem à filha dentro da Assembleia Legislativa. Segundo ele, a manutenção do nome no espaço perde sentido diante do que classificou como desrespeito público. “Inclusive, hoje, eu estou solicitando à Assembleia Legislativa que tire o nome da Raquel da sala da procuradoria, porque se a minha filha está sendo desonrada na sua memória dentro da Assembleia Legislativa e o nome dela está na procuradoria. E um dos procuradores é quem faz isso, eu acho que não é digno dela continuar”, pontuou.


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