- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 6 , MAIO 2026
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) utilizou as redes sociais, nesta terça-feira (5), para contestar a associação de seu nome às investigações da Operação Emenda Oculta, que apura supostos desvios de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
O parlamentar informou ter destinado R$ 300 mil ao Instituto Social Mato-grossense (ISMAT) para projetos de capacitação, e ressaltou que não é alvo das investigações conduzidas pelas autoridades. Diante da repercussão, anunciou o envio de ofícios a órgãos de controle com o objetivo de auditar os repasses realizados por seu gabinete.
Em pronunciamento, Cattani criticou o que classificou como uma abordagem “militante” de setores da imprensa ao vincular parlamentares à operação apenas pelo encaminhamento de recursos a entidades do terceiro setor.
Como medida para reforçar a transparência, o deputado acionou a Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, solicitando pareceres técnicos sobre a regularidade da emenda de sua autoria.
Além disso, pediu à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso que cobre do ISMAT a prestação de contas detalhada dos valores recebidos. “Eu não aceito o meu nome no meio desse tipo de coisa. As nossas emendas são legítimas, estão dentro da lei e de maneira muito limpa”, afirmou.
A investigação, que teve origem na Operação Gorjeta, apura o repasse de R$ 6,2 milhões ao ISMAT em 2025, provenientes de quatro parlamentares. Enquanto a polícia cumpre mandados relacionados a suspeitas de irregularidades, a reportagem que motivou a manifestação de Cattani esclarece que ele e outros dois deputados mencionados não figuram como investigados.
Do total apurado, R$ 300 mil foram destinados por Cattani para ações de capacitação de crianças e jovens. Segundo o deputado, os recursos estão sendo acompanhados de perto para garantir a correta aplicação e evitar prejuízos ao erário estadual.