quarta-feira, 3 - junho 2026 - 20:55



CPI DA SAÚDE

Delegados permanecem calados e CPI convoca empresários à AL


Reprodução
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (3), mais uma oitiva para apurar contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) durante a pandemia da Covid-19.

Na reunião, foram ouvidos os delegados da Polícia Judiciária Civil (PJC) José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan, responsáveis pela condução da Operação Espelho, deflagrada em 2021 para investigar possíveis irregularidades em contratos firmados pela pasta.

Os dois delegados, no entanto, permaneceram em silêncio durante a oitiva, amparados pelo direito constitucional de não se manifestar, em razão de sigilo judicial relacionado ao processo. Diante disso, foram dispensados pela comissão após a sessão.

O presidente da CPI, deputado Wilson Santos, afirmou que a decisão foi respeitada pelos parlamentares e que os trabalhos seguem com novas etapas de investigação.

Como encaminhamento da reunião, os membros da comissão aprovaram, por unanimidade, a convocação de oito empresários que mantiveram relações comerciais com a Secretaria de Estado de Saúde durante o período investigado.

Os convocados deverão prestar esclarecimentos sobre contratos analisados pela CPI, que incluem suspeitas de sobrepreço e possíveis falhas na entrega de produtos e serviços. O cronograma das oitivas ainda está em definição, com expectativa de que os depoimentos ocorram entre junho e julho.

Segundo Wilson Santos, a sequência de oitivas segue um planejamento definido pela comissão. Após ouvir representantes da Controladoria Geral do Estado (CGE), da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e os delegados responsáveis pela Operação Espelho, a CPI agora avançará para ouvir empresários e, posteriormente, servidores públicos da área da saúde.

Durante a reunião, o parlamentar também informou que a comissão pretende aprofundar as investigações sobre o ataque cibernético que atingiu a Secretaria de Estado de Saúde e causou perda de documentos e arquivos oficiais.

Para isso, foi aprovado requerimento solicitando informações ao Governo do Estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão dos sistemas tecnológicos da administração estadual.

O objetivo é esclarecer a extensão da invasão, os sistemas afetados, as medidas adotadas para recuperação de dados e os eventuais prejuízos causados pelo incidente.

A CPI da Saúde segue com novas oitivas marcadas para a próxima quarta-feira (10), quando devem ser ouvidos novos convocados no andamento das investigações sobre a aplicação de recursos públicos durante a pandemia.


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