- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 30 , JUNHO 2026
Celebrado em 29 de junho, o Dia do Pescador reforça a importância de uma atividade que faz parte da identidade cultural e da economia de Mato Grosso. Em um estado marcado pela riqueza de seus rios e lagos, a pesca representa fonte de renda, lazer, turismo e sustento para milhares de famílias, além de impulsionar diversos segmentos econômicos.
Autor das leis que criaram os sítios pesqueiros estaduais, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) destaca que a organização da atividade pesqueira é fundamental para garantir desenvolvimento econômico aliado à conservação dos recursos naturais.
Segundo o parlamentar, a criação dessas áreas regulamentadas surgiu da necessidade de incentivar a pesca esportiva, fortalecer o turismo e preservar o patrimônio ambiental.
“Quando criamos os sítios pesqueiros, pensamos no pescador, nas comunidades ribeirinhas, no comércio, no turismo e, principalmente, na preservação dos nossos rios. A pesca precisa gerar oportunidades hoje, mas também garantir que as próximas gerações possam continuar vivendo dessa riqueza”, afirmou.
Os sítios pesqueiros transformam regiões com elevado potencial hídrico em polos destinados à pesca esportiva, ao turismo sustentável, à pesquisa científica e ao fortalecimento da piscicultura. Atualmente, Mato Grosso possui quatro sítios pesqueiros oficialmente instituídos por meio de leis de autoria de Dilmar Dal Bosco.
Entre eles está o Sítio Pesqueiro do Teles Pires, localizado no lago da Usina Hidrelétrica de Sinop e abrangendo os municípios de Sinop, Cláudia, Itaúba, Ipiranga do Norte e Sorriso. Também integra a política estadual o Sítio Pesqueiro de Paranaíta, reconhecido como rota da pesca esportiva e patrimônio cultural material do Estado.
Completam a lista o Sítio Pesqueiro de Nortelândia, implantado na represa da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santana, e o Sítio Pesqueiro de Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia, localizado no lago da usina hidrelétrica da região. Nessas áreas são permitidas atividades como pesca esportiva, pesquisa científica, piscicultura familiar, comercial e de subsistência, sempre em conformidade com a legislação ambiental.
Para o deputado, a pesca organizada produz efeitos que vão além da preservação ambiental, estimulando a economia regional por meio da geração de emprego e renda.
“O peixe no rio também representa desenvolvimento para os municípios. O turista que vem pescar movimenta hotéis, pousadas, restaurantes, postos de combustível, marinas e o comércio local. Os sítios pesqueiros oferecem segurança jurídica para que esse potencial econômico cresça de forma responsável e sustentável”, destacou.
No Dia do Pescador, Dilmar Dal Bosco defende a continuidade de políticas públicas que integrem produção, turismo, lazer, pesquisa científica e conservação ambiental. Para ele, os sítios pesqueiros demonstram que é possível transformar o potencial hídrico de Mato Grosso em oportunidades de desenvolvimento, sem abrir mão da preservação dos recursos naturais.
“Defendo uma pesca que respeite o meio ambiente, valorize quem vive às margens dos rios e fortaleça a economia dos municípios. Mato Grosso possui um patrimônio natural extraordinário, e nosso compromisso é criar mecanismos que permitam transformar essa riqueza em desenvolvimento sustentável para toda a população”, concluiu o parlamentar.