- CUIABÁ
- SÁBADO, 27 , JUNHO 2026
O senador Jayme Campos (União Brasil) criticou uma possível articulação política que teria como objetivo retirar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Segundo o parlamentar, uma eventual negociação para favorecer a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição comprometeria a autonomia política do Estado e contrariaria os princípios democráticos.
A movimentação foi divulgada pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles. Conforme a publicação, o Republicanos estaria avançando nas tratativas para apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Em contrapartida, o partido teria solicitado ao PL apoio aos seus candidatos aos governos de Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso e Acre.
Para Jayme Campos, utilizar candidaturas estaduais como parte de um acordo nacional representa uma prática incompatível com o ambiente democrático.
“Não acho nada democrático isso aí, até porque seria, acho que, o fim do mundo afastar a candidatura de uma pessoa no estado em detrimento do apoiamento para um possível candidato a presidente da República”, afirmou.
O senador também rejeitou a possibilidade de candidaturas serem utilizadas como instrumento de negociação entre partidos, defendendo que as disputas eleitorais devem respeitar as decisões políticas de cada estado.
“Pra mim, isso não é uma boa prática, isso não é republicano. Isso passa a ser um negócio, e negócio em política não pode ser feito dessa forma. Muitas vezes você combina participação em governo, mas não negocia a candidatura de uma pessoa do quilate e do tamanho do Wellington Fagundes em detrimento da possível candidatura de alguém à Presidência da República”, declarou.
Na avaliação de Jayme Campos, um eventual acordo que inviabilizasse a candidatura de Wellington Fagundes em razão de interesses nacionais enfraqueceria o debate político em Mato Grosso. O senador classificou essa hipótese como lamentável e reforçou que decisões eleitorais devem ser tomadas pelos próprios atores políticos do Estado, sem interferências decorrentes de negociações nacionais.