- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 16 , JULHO 2026
A Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou, na sessão desta quinta-feira (16), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 enviado pelo prefeito Abilio Brunini (PL). A proposta recebeu apenas 12 votos favoráveis, oito contrários e sete parlamentares se abstiveram, resultado insuficiente para aprovação. A votação acontece em meio ao acirramento da disputa pela Mesa Diretora da Casa, que dividiu a base governista entre os grupos que apoiam a atual presidente Paula Calil (PL) e o vereador Ilde Taques (Podemos), candidato à sucessão no comando do Legislativo.
Pela legislação, a aprovação da LDO exige o voto favorável da maioria absoluta dos vereadores, ou seja, pelo menos 14 dos 27 parlamentares. Com apenas 12 votos “sim”, o texto foi rejeitado, frustrando os planos do Executivo antes do início do recesso parlamentar.
A derrota do prefeito evidencia o racha na base aliada dentro da Câmara. A disputa antecipada pela presidência da Mesa Diretora contaminou as discussões políticas e refletiu diretamente na votação da principal peça de planejamento orçamentário do município. Vereadores que até então integravam o bloco governista se dividiram entre os grupos ligados à presidente Paula Calil e ao vereador Ilde Taques, demonstrando que a sucessão da Mesa já influencia a relação entre Executivo e Legislativo.
A proposta encaminhada por Abilio Brunini previa uma arrecadação de R$ 5,07 bilhões para 2027, crescimento de 3,1% em relação aos R$ 4,92 bilhões estimados para 2026. Do total, R$ 2,46 bilhões seriam provenientes de transferências da União e do Estado, enquanto a arrecadação própria do município deveria alcançar R$ 1,73 bilhão. O projeto também estimava receitas primárias de R$ 4,91 bilhões, despesas de R$ 5,08 bilhões e um superávit primário de aproximadamente R$ 66,8 milhões.
Na mensagem encaminhada aos vereadores, o prefeito afirmava que a LDO foi elaborada com foco no equilíbrio fiscal, eficiência administrativa e ampliação dos investimentos em áreas como saúde, educação, segurança pública, mobilidade urbana e infraestrutura. O texto também mantinha ampliava o limite de 1% para 2% da Receita Corrente Líquida para apresentação de emendas parlamentares, condicionadas à viabilidade técnica do Executivo.
A LDO é considerada uma das principais leis orçamentárias do município, por estabelecer as metas fiscais e prioridades da administração para o exercício seguinte, servindo de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Confira como votou cada vereador:
Votaram “SIM” (12)
* Michelle Alencar (União Brasil)
* Baixinha Giraldelli (Solidariedade)
* Marcus Brito Júnior (PV)
* Samantha Iris (PL)
* Marcrean Santos (MDB)
* Cezinha Nascimento (União Brasil)
* Demilson Nogueira (PP)
* Prof. Mário Nadaf (PV)
* Adevair Cabral (Solidariedade)
* Dilemário Alencar (União Brasil)
* Kássio Coelho (Podemos)
* Ranalli (PL)
Votaram “NÃO” (8)
* Maysa Leão (Republicanos)
* Alex Rodrigues (Podemos)
* Katia Ciuscia Manteli (Podemos)
* Dra. Mara (Podemos)
* Dídimo Vovô (PSB)
* Sargento Joelson (Podemos)
* Jefferson Siqueira (PSD)
* Ilde Taques (Podemos)
Abstenções (7)
* Paula Calil (PL)
* Daniel Monteiro (Republicanos)
* Tenente-Coronel Dias (Cidadania)
* Maria Avalone (PSDB)
* Eduardo Magalhães (Republicanos)
* Chico 2000 (PL)
* Wilson Kero Kero (Democracia Cristã)
Placar final
* Sim: 12
* Não: 8
* Abstenções: 7