terça-feira, 21 - julho 2026 - 11:50



DISPUTA DA MESA

Empossado, novo vereador já é ‘assediado’ por grupos de Ilde e Paula na Câmara


Allan Mesquita / Da Redação
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Empossado nesta terça-feira (21) na Câmara de Cuiabá, o vereador Antônio Lemes (PSD) já foi “assediado” pelos dois grupos que disputam o comando da Mesa Diretora da Casa de Leis. O parlamentar, que assume temporariamente a vaga deixada por Jeferson Siqueira (PSD), revelou ter recebido convites para conversar tanto com o grupo do vereador Ilde Taques (Podemos) quanto com a atual presidente da Câmara, Paula Calil (PL).

A movimentação ocorre em meio à disputa pela presidência do Legislativo cuiabano, e o voto de Lemes passou a ser considerado estratégico após a saída temporária de Jeferson, que se licenciou do mandato para disputar a eleição.

O novo vereador confirmou que participou de uma reunião com Ilde Taques a convite de Jeferson Siqueira e afirmou que vê com simpatia a proposta defendida pelo parlamentar.

“Eu fui convidado para uma reunião com o grupo do Ilde Taques. O Ilde é meu amigo e o Jeferson me levou lá para conversar com ele. Até a gente se posicionou favorável, porque eu gostaria que a Câmara fosse realmente independente do prefeito. E isso é um trabalho que o Ilde pretende fazer”, declarou.

Apesar da conversa com o grupo de Ilde, Antônio Lemes afirmou que também foi procurado por Paula Calil, que tenta permanecer no comando da Câmara.

“Por outro lado, existe a questão do lado da Paula. Ela já reuniu comigo duas vezes. Tive uma recepção calorosa com a presidente da Câmara e ela propôs me ajudar a levar essas demandas que estou citando aqui nessas comunidades da minha região. Portanto, ainda estou independente, ainda não tomei uma posição”, afirmou.

Lemes também comentou sobre a possibilidade de Jeferson Siqueira retornar ao cargo para participar da eleição da Mesa Diretora. Segundo ele, uma consulta ao jurídico da Câmara apontou que o retorno não seria permitido no caso específico da licença concedida.

“Pelo que conversei com o jurídico dessa Casa, o Jeferson não tem como voltar. Voltaria, sim, se fosse uma outra situação, questão de doença, tudo bem, poderia voltar. Mas a questão de sair por 120 dias para resolver problemas pessoais, aí não tem”, explicou.


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