- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 31 , JULHO 2026
Motociclistas que atuam por aplicativos de transporte de passageiros e delivery cruzaram os braços nesta sexta-feira (31), em Cuiabá, em protesto contra os baixos valores pagos pelas plataformas. A mobilização faz parte de um movimento nacional e deve continuar também neste sábado (1º). A principal reivindicação da categoria é a criação de uma tarifa mínima nacional para as corridas, já que atualmente cada plataforma define o próprio modelo de remuneração. Os trabalhadores também cobram melhores condições de trabalho, como pontos de apoio para descanso e acesso à água durante a jornada.
Os manifestantes defendem que o governo federal edite uma medida provisória para estabelecer regras imediatas para o setor. A expectativa é que, durante a vigência da medida, o Congresso Nacional avance com uma regulamentação definitiva da atividade. Segundo o presidente do Instituto Motoboy, João Gabriel Muniz, a ausência de regras permite que as empresas estabeleçam valores considerados insuficientes pelos trabalhadores.
“Os aplicativos, como não têm regras, não têm uma regulamentação, estão fazendo o que querem. E a gente precisa que alguém olhe por nós. Governo federal, a medida provisória está na sua mesa, assine, unifique a taxa em todo o Brasil. É isso que nós queremos”, afirmou.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, Muniz afirmou que a tarifa mínima paga em algumas corridas gira em torno de R$ 3, valor que a categoria considera inviável para cobrir os custos da atividade. Ele classificou a situação como “escravidão digital”. “A gente mostrou o que as empresas de aplicativo estão fazendo o que querem com a gente. É uma escravidão digital forçar a gente a rodar por R$ 3. Isso não existe”, declarou.
A concentração dos participantes ocorreu no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Após o encontro, os motociclistas seguiram em comboio por diversas avenidas da Capital. A organização informou que novas mobilizações estão previstas para este sábado.
Veja o vídeo: