- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 11 , SETEMBRO 2026
A ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, afirmou que faltou “jogo de cintura” da presidente estadual do MDB, deputada estadual Janaina Riva, na condução das articulações que envolviam a formação da chapa para deputado federal. Rosana havia deixado o PL e se filiado ao MDB com a intenção de disputar uma vaga na Câmara Federal, mas a sigla decidiu não lançar candidatos a federal nas eleições deste ano.
Segundo Rosana, apesar de ter ficado chateada com a situação, não guarda mágoas de Janaina e reconhece que a presidente do partido também enfrentou dificuldades para montar uma chapa competitiva. Para ela, no entanto, a condução do processo poderia ter sido diferente.
“Não foi nem uma mágoa em relação à presidente, faltou um pouco de jogo de cintura dela. Ela errou que ela deveria ter delegado, né, pra alguém ajudar outra pessoa, mas foi o que aconteceu”, cita.
Além de Rosana, outras candidaturas, como a da vice-prefeita Coronel Vânia, que pretendia disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) acabou sendo inviabilizada nas articulações.
Contudo, Rosana valia que as decisões não podem ser atribuída exclusivamente a Janaina, já que outros nomes que inicialmente poderiam integrar a disputa acabaram desistindo. “Ela montou a chapa, mas também você não é dono da verdade e você não pode obrigar as pessoas a serem candidatos. E com certeza as duas pessoas que desistiram tiveram seus interesses também acima e não pensaram também em todo o grupo”, afirmou.
Mesmo sem definir se continuará no MDB ou se buscará outra legenda, Rosana disse que pretende seguir ajudando o vice-governador Otaviano Pivetta, pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, e também Janaina na disputa pelo Senado. “Se eu fosse uma pessoa que guardasse mágoa, eu não estaria ajudando”, declarou.
A ex-prefeita afirmou ainda que vê o episódio como uma experiência política para Janaina. “Eu falei, olha, Janaina, isso serviu para que realmente você amadurecesse como presidente de partido, como candidata ao Senado. Acho que tudo vai contribuir para o seu tamanho, a experiência política”, disse.
Rosana encerrou afirmando que não pretende permanecer remoendo o episódio e atribuiu seu futuro político a uma decisão que ainda será tomada. “Eu não sou uma pessoa que fica remoendo, guardando mágoa. Vida que segue. Como eu sou uma pessoa de muita fé, eu falei: ‘Olha, não é pra mim, Deus não permitiu’. Então vida que segue e, com certeza, ele vai determinar o meu futuro posteriormente”, cita.