- CUIABÁ
- SÁBADO, 8 , AGOSTO 2026
O senador Carlos Fávaro (PSD) reagiu às declarações do ex-governador Mauro Mendes, que afirmou ter visto motivação política na operação da Polícia Federal que o teve como alvo. Em vídeo publicado nas redes sociais para se defender das investigações, Mauro citou adversários políticos que, segundo ele, teriam interesse em desgastá-lo, entre eles Fávaro, Jayme Campos (União), Pedro Taques (PSB) e Janaina Riva (MDB).
Fávaro classificou a tentativa de atribuir a adversários políticos a origem da investigação como uma “cortina de fumaça” e questionou a possibilidade de ter qualquer influência sobre uma operação conduzida pela Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Mais um capítulo triste da política em Mato Grosso. Agora não faz sentido querer fazer uma cortina de fumaça e achar culpados de que quem provocou foram algumas pessoas de Mato Grosso”, afirmou o senador.
Na avaliação de Fávaro, a dimensão da investigação envolve instituições que não estariam sob controle de adversários políticos locais. Ele questionou como poderia ter poder para determinar uma ação dessa natureza e citou a atuação da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo.
“Não precisa dizer que eu fui provocar uma operação dessa magnitude. Eu não teria poder sobre a Polícia Federal, sobre a Procuradoria-Geral da República, sobre o ministro da Suprema Corte”, rebateu.
Apesar do confronto político, Fávaro afirmou que considera graves as denúncias investigadas e defendeu que o caso seja apurado, ressaltando que todos os envolvidos devem ter assegurado o direito de defesa.
“Eu acho que são denúncias muito graves, que merecem ser apuradas. Eu defendo o amplo direito de defesa. Ninguém pode ser condenado sem um amplo direito de defesa e, assim, os que estão sendo investigados devem o fazer”, declarou.
Mauro Mendes, por sua vez, afirmou no vídeo de defesa que enxerga uma tentativa de utilização política das investigações por parte de seus adversários. O ex-governador citou nominalmente Fávaro, Jayme Campos, Pedro Taques e Janaina Riva como nomes que teriam interesse em prejudicá-lo.
“Está claro que esses adversários políticos têm a clara intenção de fazer isso como instrumento político para tentar me prejudicar. Por mim, pode investigar à vontade. Eu não fiz e tenho certeza de que o Estado de Mato Grosso, por meio da nossa Procuradoria, não fez nada de errado e ilegal”, declarou Mauro.
O ex-governador também afirmou que já vinha sendo alvo de manifestações de opositores que insinuavam que ele poderia ser alvo de uma investigação policial.
Mauro Mendes foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação da Polícia Federal. Agentes estiveram na residência do ex-governador e em uma empresa ligada à família dele. Segundo Mauro, o único objeto levado pelos policiais foi seu passaporte.
Além do ex-governador, a investigação também alcançou o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Gomes de Almeida, além de procuradores do Estado de Mato Grosso citados na operação.