- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 11 , SETEMBRO 2026
Duas jovens de 19 anos, naturais de Manaus (AM), foram resgatadas pela Polícia Militar após serem impedidas de deixar uma casa de prostituição em Cuiabá, na noite desta quinta-feira (11). Segundo a PM, as mulheres estavam no estabelecimento havia cerca de uma semana, depois de terem sido convidadas pela proprietária, que teria pago as passagens para que elas viajassem até Mato Grosso.
De acordo com o relato das vítimas à tenente-coronel Nagila, as jovens já trabalhavam como garotas de programa em Manaus e aceitaram a proposta para atuar no estabelecimento em Cuiabá. No entanto, segundo elas, os valores obtidos com os programas eram repassados à proprietária da casa.
Após uma semana no local, as duas decidiram encerrar as atividades e retornar para Manaus. Elas teriam comprado as próprias passagens e, quando tentaram deixar o estabelecimento, foram impedidas pela equipe de segurança. Ainda conforme o relato, os responsáveis exigiram o pagamento de R$ 500 de cada uma, sob a justificativa de uma suposta multa.
As jovens então acionaram a Polícia Militar de dentro do imóvel. As equipes comandadas pela tenente-coronel Nagila e pelo sargento Giovanni foram até o endereço e retiraram as duas do local. Conforme a oficial, a ocorrência foi registrada como possível crime de rufianismo, que envolve a exploração da prostituição alheia para obtenção de vantagem financeira.
Além da proprietária, o gerente e um segurança do estabelecimento também foram encaminhados ao CISC Planalto. A ocorrência também envolve a suspeita de que as vítimas tenham sido impedidas de deixar o local, situação que será apurada pelas autoridades.
Segundo a tenente-coronel Nagila, as duas jovens disseram que eram as únicas mulheres de fora de Mato Grosso que trabalhavam no estabelecimento. As demais, conforme o relato apresentado à PM, seriam moradoras de Cuiabá e retornariam para suas casas após os programas.
Os envolvidos foram apresentados à Polícia Judiciária Civil, que deverá dar continuidade às investigações e verificar também eventual existência de antecedentes criminais dos responsáveis pelo estabelecimento.
A PM informou ainda que as jovens estavam calmas no momento do resgate e que relataram nunca ter passado por uma situação semelhante, apesar de já trabalharem anteriormente como garotas de programa em Manaus.