quarta-feira, 14 - janeiro 2026 - 12:41

Henri Castelli deixa primeira prova do líder do BBB 26 após passar mal


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O ator Henri Castelli precisou deixar a primeira prova do líder do Big Brother Brasil 26 após passar mal durante a dinâmica de resistência, na manhã desta quarta-feira (14). Ele caiu da plataforma em que estava e chegou a se debater no chão, o que levou os demais participantes a acionarem imediatamente a produção do programa, temendo que ele estivesse sofrendo uma convulsão.

Castelli foi retirado da prova e encaminhado para atendimento médico. Até o momento, a causa do mal-estar não foi divulgada. A produção do reality tranquilizou os brothers informando que o ator está consciente e passa bem.

“Atenção: Henri está sob cuidados médicos e está consciente. Está tudo bem”, comunicou o Big Boss aos participantes.

O que é convulsão?

A convulsão é caracterizada por contrações involuntárias da musculatura, que podem provocar movimentos desordenados — conhecidos como espasmos — geralmente acompanhados de perda de consciência, olhos revirados, salivação intensa e, em alguns casos, liberação dos esfíncteres.

As crises convulsivas costumam durar de alguns segundos a até cinco minutos. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), cerca de uma em cada dez pessoas pode apresentar uma convulsão em algum momento da vida.

O que pode causar uma convulsão?

As convulsões são provocadas por uma descarga elétrica anormal no cérebro. A causa mais conhecida é a epilepsia, mas diversos outros fatores também podem desencadear crises. De acordo com a neurologista Natasha Consul Sgarioni, da Clínica Mantelli, entre os principais estão:

  • Febre alta (especialmente em crianças);
  • Privação de sono;
  • Consumo excessivo de álcool ou drogas;
  • Hipoglicemia;
  • Desequilíbrios de sais minerais, como sódio e cálcio;
  • Infecções cerebrais;
  • Traumatismos cranianos;
  • Estresse extremo.

“Todos nós temos o que chamamos de limiar convulsivo. Em pessoas com epilepsia, esse limiar é mais baixo, mas qualquer indivíduo pode apresentar uma crise se esse limite for ultrapassado”, explica a médica.

O que fazer durante uma crise convulsiva?

Em situações de convulsão, o principal objetivo é garantir a segurança da pessoa até a chegada do atendimento médico. As recomendações incluem:

  • Manter a calma;
  • Afastar objetos que possam causar ferimentos, como móveis e óculos;
  • Proteger a cabeça com uma almofada, travesseiro ou pano;
  • Não tentar conter os espasmos;
  • Em caso de salivação excessiva, virar delicadamente a cabeça para o lado, evitando engasgos;
  • Acionar os serviços de emergência.

Crises convulsivas são sempre graves?

Nem toda convulsão representa risco imediato à saúde. A maioria dura menos de dois minutos e se resolve espontaneamente. No entanto, quando a crise ultrapassa cinco minutos ou ocorre de forma repetida, sem recuperação da consciência entre os episódios, a situação é considerada uma emergência médica, chamada de estado de mal epiléptico.

O risco também aumenta quando a convulsão acontece durante atividades perigosas, como dirigir, nadar ou permanecer em locais elevados, além de casos em que o paciente possui doenças cardíacas ou respiratórias.

O neurologista e neurocirurgião Wanderley Cerqueira de Lima, da Rede D’Or e do Hospital Albert Einstein, destaca a importância da investigação médica, especialmente quando a convulsão ocorre pela primeira vez na vida adulta.

“Diversas causas precisam ser avaliadas. Uma queda acentuada de glicose no sangue, por exemplo, pode desencadear uma convulsão”, afirma.

O que fazer após uma crise?

Após uma crise convulsiva, é fundamental procurar avaliação médica com um neurologista. A investigação inicial costuma incluir exames de sangue para avaliar níveis de glicose, minerais e função renal; eletroencefalograma, que analisa a atividade elétrica do cérebro; e exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Em situações específicas, pode ser necessária a análise do líquor — o líquido que envolve o sistema nervoso central — para descartar infecções como meningite ou encefalite.
Veja; 

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