- CUIABÁ
- SÁBADO, 18 , ABRIL 2026
O senador Jayme Campos (União Brasil) intensificou as críticas às articulações para a sucessão do governador Mauro Mendes, afirmando que apenas uma decisão divina o impediria de disputar o Governo de Mato Grosso em 2026. Durante o ato de filiação do deputado Max Russi ao Podemos, realizado neste sábado (7) em Cuiabá, o senador disparou contra o que chamou de “política de gabinete”.
Sem nominar adversários, Jayme utilizou uma metáfora rural para descrever o atual cenário de alianças, em clara alusão ao apoio já sinalizado de Mendes ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
“Montaram uma empresa neste Estado, como se fosse um fazendão, para decidir quem vai ser governador, quem vai ser senador e quem vai ser o vice”, declarou.
Saúde pública no centro do debate
Além das críticas partidárias, o senador abriu uma nova frente de oposição ao questionar o modelo de gestão do Hospital Central, uma das vitrines da atual administração. Jayme defendeu que a unidade funcione com “portas abertas” 24 horas, criticando o sistema de atendimento via regulação: “Não queremos um hospital de porta fechada que só funciona de forma regulada”.
Confiança nos números
Apostando em sua base popular, o senador afirmou que levantamentos internos já apontam um crescimento em sua viabilidade eleitoral. Jayme projetou que, em curto prazo, deve atingir 35% das intenções de voto, consolidando-se como uma alternativa à continuidade do grupo que atualmente comanda o Palácio Paiaguás.