sexta-feira, 31 - julho 2026 - 09:17



GERENTE FANTASMA

Juiz revoga prisão de apontado como líder do CV em MT


Da Redação / FatoAgora
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O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, revogou uma das prisões preventivas decretadas contra Paulo Witer Farias Paelo, apontado pelas investigações como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (30) e se refere ao mandado expedido no âmbito da Operação Gerente Fantasma, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que investigou um esquema de tráfico de drogas, golpes pela plataforma OLX e lavagem de dinheiro.

A revogação ocorreu após o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) informar que Paulo Witer não foi denunciado na ação penal decorrente da operação, pois os fatos atribuídos a ele já são apurados em outro processo, no qual permanece preso preventivamente. A defesa sustentou que, sem denúncia nesse caso, não havia justificativa para manter a prisão cautelar.

Ao acolher o pedido, o magistrado destacou que manter uma nova prisão pelos mesmos fatos configuraria bis in idem, ou seja, dupla punição pela mesma conduta. Na decisão, o juiz ressaltou que uma nova prisão preventiva somente poderia ser decretada caso surgissem fatos distintos e concretos, amparados por denúncia específica ou novas investigações.

Apesar da revogação desse mandado, Paulo Witer continuará preso. Ele segue custodiado por determinações judiciais relacionadas às operações Apito Final e Replay, esta última deflagrada na quinta-feira (30). Nessas investigações, ele é acusado de integrar um esquema de lavagem de dinheiro de facção criminosa por meio da aquisição de imóveis de luxo em cidades litorâneas e investimentos em clubes de futebol.

A Operação Gerente Fantasma revelou ainda que o grupo investigado atuava na comercialização de drogas, como pasta base de cocaína, skunk e cocaína refinada, além de controlar pontos de venda em diversos bairros de Cuiabá. Segundo as investigações, a organização também distribuía cestas básicas e promovia eventos esportivos como forma de fortalecer sua influência nas comunidades e dificultar denúncias às autoridades.


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