- CUIABÁ
- SÁBADO, 20 , JUNHO 2026
O ex-governador Mauro Mendes (União) rebateu neste sábado (20) as discussões sobre a participação do Governo Federal na construção da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo e afirmou que o financiamento concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não deve ser tratado como mérito político, já que os recursos serão devolvidos pela concessionária responsável pela obra.
Durante a inauguração da primeira etapa da ferrovia, em Dom Aquino, Mauro destacou que o BNDES aprovou R$ 2 bilhões para viabilizar o trecho entre Rondonópolis e Dom Aquino, mas ressaltou que se trata de uma operação de crédito. “O banco financiador tem sua importância, claro que tem. Mas é dinheiro emprestado que vai ser pago com juros e correção monetária. O banco está lá para emprestar dinheiro, cobrar juros e depois receber tudo isso de volta”, afirmou.
A declaração ocorreu após questionamentos sobre a participação do Governo Federal no empreendimento. Sem citar diretamente adversários políticos, Mauro afirmou que não pretende entrar em disputas sobre quem deve receber os créditos pela obra, mas lembrou que a autorização para a construção da primeira ferrovia estadual do país partiu do Governo de Mato Grosso.
“Eles queriam fazer, mas não faziam. O Governo do Estado foi lá e fez a primeira ferrovia estadual. Foi muito sonho e muita luta para fazer essa obra sair de Rondonópolis e ganhar caminho rumo ao centro de Mato Grosso”, declarou.
A Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo recebeu mais de R$ 5 bilhões em investimentos privados e terá mais de 700 quilômetros de extensão quando concluída. A primeira etapa, entre Rondonópolis e Dom Aquino, possui 162 quilômetros e deve entrar em operação plena no segundo semestre de 2026.
Mauro também reforçou que o contrato firmado entre o Governo de Mato Grosso e a concessionária Rumo prevê a expansão da malha ferroviária até Cuiabá e Lucas do Rio Verde. Segundo ele, a empresa poderá sofrer sanções caso deixe de cumprir as obrigações assumidas.
“Existe um contrato assinado que prevê a chegada da ferrovia a Cuiabá e a Lucas do Rio Verde. Pode haver dificuldades econômicas pelo caminho, mas isso não muda o contrato que foi firmado com o Estado de Mato Grosso”, concluiu.