quinta-feira, 25 - junho 2026 - 15:50



NOME AOS BOIS

Max desafia 'barão do agro' a expor 'rachadinha' com emendas na AL


Da Redação / FatoAgora
Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB)
Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB)

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), reagiu às declarações do pré-candidato ao Senado Antonio Galvan (Avante) sobre um suposto esquema de devolução de recursos de emendas parlamentares e cobrou que os envolvidos sejam identificados. Segundo Max, denúncias dessa gravidade não podem ficar apenas no campo das insinuações e precisam ser formalizadas para que sejam investigadas.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (25), após Galvan afirmar, em entrevista a uma emissora de rádio, que teria recebido relatos de prefeitos sobre parlamentares que estariam cobrando entre 30% e 50% de retorno dos recursos destinados por meio de emendas. O pré-candidato, porém, não revelou nomes de deputados ou gestores municipais.

Para Max Russi, a acusação atinge toda a classe política e exige provas.

“Ele tem que dar nome aos bois. Quais são esses prefeitos? Eu acho que esses prefeitos têm que falar”, afirmou.

O presidente da ALMT disse que, caso existam fatos concretos, os órgãos de controle e investigação devem agir. Ele inclusive sinalizou a possibilidade de provocar o Ministério Público para apurar o caso.

“Se der nomes aos bois, que o Ministério Público vá atrás, que a Justiça atue, que a Polícia Civil trabalhe e que as pessoas sejam presas. Se alguém estiver fazendo isso, é criminoso e não podemos aceitar. Se devolver dinheiro, tem que ir para a cadeia”, declarou.

Embora tenha defendido a investigação das denúncias, Max colocou em dúvida os percentuais mencionados por Galvan. Segundo ele, a devolução de até metade dos recursos de uma emenda parlamentar seria incompatível com os custos de execução de obras e serviços públicos.

O deputado argumentou que impostos, despesas operacionais e a margem de lucro das empresas contratadas tornariam inviável a realização de obras com apenas uma fração dos recursos originalmente destinados.

“Você imagina 50% de uma emenda parlamentar? A carga tributária brasileira tem em torno de 20% de imposto. Como você vai fazer uma casa, um posto de saúde, com 30% do valor? Aí tem mais o lucro da empresa. Não existe isso”, afirmou.

‘Não posso dizer que não existe’, diz presidente da ALMT

Apesar de considerar improvável a devolução dos percentuais citados, Max evitou descartar totalmente a existência de irregularidades envolvendo emendas parlamentares. Para ele, qualquer denúncia deve ser acompanhada de nomes e provas para que os responsáveis sejam responsabilizados.

“Eu acho que é falácia. Agora, eu acho que o Ministério Público tem que atuar. Se existir, tem que ter culpado. Não posso dizer que não existe, porque também não posso falar por todos os prefeitos e parlamentares do Brasil”, disse.

O presidente da Assembleia afirmou ainda que nunca recebeu relatos semelhantes de prefeitos mato-grossenses e reforçou a necessidade de que eventuais denúncias sejam apresentadas formalmente.

“Eu, particularmente, nunca vi um prefeito falar isso para mim. Se tem de outros deputados, têm que apontar, porque a gente tem que tomar providência. Não podemos aceitar isso”, concluiu.


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