terça-feira, 28 - abril 2026 - 16:38



56 DEMISSÕES

Maysa e Daniel apontam 'erro de comunicação' na condução da crise do Samu


Allan Mesquita / Da Redação
Daniel Monteiro e Maysa Leão
Daniel Monteiro e Maysa Leão

A crise envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso também provocou reações entre vereadores de Cuiabá do mesmo partido do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), durante a sessão desta terça-feira (28). Tanto a vereadora Maysa Leão, quanto o vereador Daniel Monteiro apontaram falhas na comunicação em relação à proposta do Executivo.

Para Maysa, o problema começou na forma como o governo apresentou a mudança no modelo do serviço, o que gerou insegurança e interpretação de possível extinção do Samu. “Eu acredito que o posicionamento do governador a respeito do Samu foi um posicionamento precoce. Ele tinha acabado de assumir e tratou um tema sensível como extinção. Agora o próprio governo fala em integração”, afirmou.

Durante a audiência na Assembleia Legislativa, o governador Otaviano Pivetta adotou um tom conciliador e indicou recuo ao afirmar que o Estado pode rever a rescisão dos contratos de profissionais do Samu. Diante de servidores e representantes do Ministério da Saúde, ele defendeu o diálogo para reavaliar a situação do serviço, admitiu a possibilidade de aditivos ou renovações contratuais e ressaltou a necessidade de alinhar as atribuições com o Corpo de Bombeiros, a fim de evitar sobreposição de funções e desperdício de recursos públicos.

Contudo, Maysa fez apontamentos ao ambiente de conflito que se formou entre profissionais e reforçou que a população acaba sendo a principal prejudicada. “Sou contra a extinção do Samu enquanto serviço de saúde pública. Quem perde com essa polarização entre bombeiros e profissionais do Samu é o povo cuiabano. A gente não precisa desqualificar um para valorizar o outro”, disse.

Maysa ainda apontou falhas na articulação institucional e defendeu que o modelo correto já existe e deve ser respeitado. “O Samu é tripartite, envolve União, Estado e município. Isso já funciona no Brasil inteiro. O que faltou foi comunicação clara”, completou.

Já Daniel Monteiro classificou a crise como resultado de ruído na comunicação, defendendo a intenção do governador de buscar eficiência na gestão pública. “Eu não tenho dúvida que foi uma questão de comunicação. O Samu é uma política pública consolidada, mas o governador está tentando ganhar eficiência e produtividade, reduzindo custos e corrigindo distorções”, afirmou.

O vereador também destacou que a proposta não significa o fim do serviço, mas sim uma tentativa de reorganização. “Querer diminuir custo e aumentar produtividade não quer dizer que é contra o Samu. Isso foi uma interpretação equivocada”, disse.

Monteiro elogiou a postura de Pivetta ao levantar o debate, mesmo em um cenário politicamente sensível. “É um debate necessário. Ele teve coragem de fazer isso, mesmo em ano eleitoral, embora não tenha se comunicado da melhor forma”, completou.


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