sexta-feira, 26 - junho 2026 - 19:30



CÂMARA DE CUIABÁ

Paula admite disputar primeira-secretaria em chapa liderada por Dilemário


Presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL)
Presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL)

A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou não ter resistência a ocupar outros cargos na Mesa Diretora e admitiu a possibilidade de disputar a primeira-secretaria caso não consiga viabilizar mudanças no Regimento Interno que permitam sua recondução à presidência da Casa.

A declaração foi feita em meio às articulações para a formação de uma nova composição da Mesa Diretora. Nos últimos dias, os vereadores Dilemário Alencar (União Brasil) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade) passaram a integrar o grupo político da atual presidente, ampliando sua base para 14 parlamentares. O número, no entanto, ainda é insuficiente para aprovar a alteração no Regimento Interno, que exige 18 votos e atualmente impede a reeleição para a presidência dentro da mesma legislatura.

Questionada sobre a possibilidade de composição em uma eventual chapa encabeçada por Dilemário, Paula descartou qualquer discussão sobre o cargo de vice-presidência, mas confirmou abertura para outras funções na Mesa.

“Não há uma conversa entre ser vice. A gente conversou com o vereador Dilemário e com a vereadora Baixinha. Se nós não conseguirmos viabilizar, eu viria como primeira-secretária”, afirmou.

A parlamentar destacou que o foco do grupo é manter a unidade política e construir uma chapa competitiva, independentemente da definição sobre quem ocupará a presidência.

“Eu não tenho vaidades. Se a vereadora Paula não for presidente e vier como primeira-secretária do vereador Dilemário, para mim está tudo bem também. Nós temos um propósito e vamos lutar até o fim. Não há vitórias sem lutas”, disse.

Paula Calil também ressaltou que ainda não há definições consolidadas e defendeu que o processo de escolha da Mesa Diretora deve ocorrer por meio de diálogo entre os parlamentares.

“Não existe vitória antes do encerramento das eleições. A gente não canta vitória. É preciso construir com os colegas e manter o diálogo aberto para essa construção”, concluiu.


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