terça-feira, 8 - setembro 2026 - 19:02



TERRA SECA

Vídeos - Pivetta diz que falta de água em VG é um 'mistério'; '80% das pessoas ainda não têm'


Allan Mesquita / Da Redação
Pivetta e Flávia Moretti
Pivetta e Flávia Moretti

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou como um “mistério” parte dos problemas enfrentados pelo sistema de abastecimento de água de Várzea Grande e afirmou que o Governo de Mato Grosso está mapeando a estrutura existente sob as ruas do município para entender a situação e avançar na solução da crise. A declaração foi dada nesta terça-feira (8), durante entrevista à imprensa, no Shopping Popular, em Cuiabá.

Questionado se seria possível resolver o problema ainda neste ano, Pivetta afirmou que o Estado já iniciou ações emergenciais e conseguiu recuperar estruturas que estavam desativadas. Segundo ele, 14 poços já foram reativados, ampliando a produção de água no município.

“Olha, nós já reativamos 14 poças, que numa média de 50 mililitros por hora, dá 700 mililitros por hora. Então, nós estamos produzindo água em um bom volume já”, afirmou.

Apesar do avanço, o governador reconheceu que ainda existem dificuldades para compreender e reorganizar completamente o sistema de distribuição. Segundo ele, a estrutura subterrânea do município é um dos principais desafios neste momento.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso. Tem muitos mistérios em Vaz da Grande. Mas eu te garanto que nós estamos no caminho certo”, declarou.

Pivetta afirmou ainda que as primeiras medidas já começaram a produzir resultados e que aproximadamente 20% da população que enfrentava problemas de abastecimento voltou a ter água.

“Já cerca de 20% da população que sofria de falta de bacimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, disse.

O governador explicou que as medidas adotadas até agora fazem parte de uma etapa inicial do plano de ação elaborado para enfrentar a crise. De acordo com ele, equipamentos e materiais foram adquiridos, inclusive com importação, mas parte deles ainda não chegou ao Estado.

“Pelo prazo que nós assumimos e o plano de ação que nós temos, do plano de ação de verdade, nós adquirimos equipamentos, importamos equipamentos e materiais que ainda não chegaram. Então, o que nós fizemos até agora foi tudo ações pontuais, reativando postos já existentes que estavam desativados”, explicou.

A força-tarefa responsável pelas medidas é a Aliança pela Água, formada pelo Governo de Mato Grosso, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAEVG).

No último fim de semana, pelo menos três poços foram reativados. Conforme informações do DAEVG, cada estrutura possui capacidade para injetar aproximadamente 500 mil litros de água por dia na rede, representando um acréscimo superior a 1,5 milhão de litros diariamente no sistema.

As ações emergenciais buscam amenizar uma crise que se arrasta há décadas e afeta moradores de diversos bairros de Várzea Grande.

Governo anuncia R$ 60 milhões

Além da recuperação dos poços, o Governo de Mato Grosso anunciou R$ 60 milhões em investimentos para fortalecer a infraestrutura de abastecimento do município.

Os recursos serão utilizados em obras e intervenções estruturantes para ampliar a capacidade de produção e distribuição de água e aumentar a segurança hídrica da cidade.

Pivetta também defendeu a atuação conjunta com a Prefeitura de Várzea Grande e destacou o trabalho realizado pelos servidores do DAEVG.

“Meu caro, é tanto problema que a gente tem no governo, a prefeita tomou as medidas necessárias e para nós é isso que interessa. O Dai vai bem, tem uma equipe de homens e mulheres extremamente trabalhadores, valorosos lá no Dai que nós respeitamos e é por isso que nós fizemos a aliança para aproveitar a força de trabalho lá”, afirmou.

A expectativa é que as medidas emergenciais, somadas aos investimentos previstos e à chegada dos novos equipamentos, permitam ampliar gradualmente o abastecimento e atacar problemas estruturais da rede. Segundo Pivetta, embora ainda reste atender cerca de 80% da população que enfrenta dificuldades, o governo considera que o trabalho já está no caminho para recuperar o sistema.

Veja vídeo:


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