sexta-feira, 17 - julho 2026 - 14:28



'ERRO DELES'

Vídeo - 'Quem perde é a população', diz Abilio após Câmara rejeitar a LDO


Allan Mesquita / Da Redação
Abilio Brunini – Reprodução
Abilio Brunini – Reprodução

O prefeito Abilio Brunini (PL) reagiu à rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 pela Câmara Municipal de Cuiabá afirmando que a decisão prejudica diretamente a população, e não o Executivo. Em tom de crítica, o prefeito atribuiu o resultado à disputa pela presidência da Mesa Diretora e acusou os vereadores de colocarem interesses políticos acima das necessidades da cidade. Segundo Abilio, a rejeição da principal peça de planejamento orçamentário do município transfere os impactos da crise política para os cuiabanos.

“Eles não estão me prejudicando. Eu, como prefeito, não estou sendo prejudicado. Quem fica prejudicado é a população. A população que está sem diretrizes orçamentárias agora. Não é o prefeito Abilio que fica prejudicado. Eu continuo trabalhando”, afirmou logo após a votação.

A proposta do Executivo recebeu 12 votos favoráveis, oito contrários e sete abstenções, resultado insuficiente para atingir a maioria absoluta de 14 votos exigida pela Lei Orgânica. Na avaliação do prefeito, a derrota não ocorreu por divergências sobre o conteúdo da LDO, mas porque parte dos vereadores transformou a votação em um instrumento da disputa interna pelo comando da Câmara.

“A Câmara Municipal está polarizada por causa dessa discussão da Mesa Diretora. Os vereadores estão votando contra o bom senso, contra a realidade dos fatos, simplesmente por polarização política”, declarou.

Abilio também fez questão de afirmar que cumpriu sua obrigação legal ao encaminhar o projeto dentro do prazo previsto na legislação e transferiu ao Legislativo a responsabilidade pelo desfecho. “Meu dever não é aprovar a LDO. Meu dever é enviar. Eu enviei. A Câmara votou e rejeitou.”

Além do embate político, a rejeição abriu um impasse jurídico. Embora a LDO tenha sido apreciada, ainda não há definição sobre qual será o próximo passo do município. O Executivo avalia se poderá encaminhar um novo projeto com o mesmo objeto ou se será necessária outra solução legislativa para superar a rejeição. “Agora vai ter essa discussão jurídica. Eu posso apresentar um novo projeto com o mesmo objeto? É isso que vamos discutir”, afirmou.

O prefeito ainda ressaltou que os efeitos da decisão alcançam os próprios vereadores. O texto rejeitado previa ampliar de 1% para 2% da Receita Corrente Líquida o limite das emendas parlamentares impositivas. “Até isso quem vai ficar sem? As emendas também no ano que vem”, disse.

Na avaliação de Abilio, porém, o maior prejuízo recai sobre a população, que passa a conviver com a indefinição sobre as diretrizes que orientam a elaboração do orçamento municipal de 2027. “A população fica sem diretrizes orçamentárias, fica sem um plano diretor aprovado, fica sem a lei de ocupação do solo atualizada”, afirmou, reforçando que a crise política instalada na Câmara acabou produzindo reflexos diretos sobre a gestão da cidade.

Veja vídeo:


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