- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 9 , SETEMBRO 2026
A primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris (PL), rebateu as críticas feitas pela vereadora Maysa Leão (Republicanos) à estrutura da rede de saúde mental do município e atribuiu parte dos problemas enfrentados atualmente à corrupção e a dificuldades deixadas por gestões anteriores.
A declaração ocorreu nesta terça-feira (8) após Maysa cobrar melhorias na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e criticar, entre outros pontos, a demora para a conclusão do CAPS III do Verdão. Segundo Samantha, a gestão municipal já entregou unidades voltadas ao atendimento em saúde mental e segue ampliando a estrutura.
“Não estão paradas e provavelmente ela se esqueceu que já foi entregue o CAPS Adolescer ali próximo da UNIC Barão e também um CAPS lá na região do CPA”, afirmou.
A Prefeitura inaugurou o CAPS Adolescer em maio de 2026, com atendimento especializado para crianças e adolescentes, e o CAPS CPA IV em junho, ampliando a assistência na região Norte da Capital. A administração municipal afirma que as duas unidades integram o processo de fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial. A primeira-dama também relacionou as dificuldades enfrentadas atualmente na saúde mental a problemas financeiros e administrativos herdados de gestões anteriores.
“É importante dizer também que todo esse resultado dessa problemática da saúde mental no município, assim como outros problemas que o município tem hoje, são devido à corrupção, devido a problemas anteriores que são sabidos por todos nós”, disse. Segundo ela, parte dos recursos utilizados atualmente na área é proveniente justamente da recuperação de dinheiro relacionado a casos de corrupção.
“Inclusive recursos para os CAPS foram recursos também devolvidos de dinheiro de corrupção que estão sendo aplicados hoje devidamente naquilo que é necessário em Cuiabá”, afirmou.
A principal crítica de Maysa envolve o CAPS III do Verdão, unidade prevista para funcionar como referência para atendimentos de maior complexidade em saúde mental, inclusive situações de crise. Em entrevista, a vereadora afirmou que a unidade está com a estrutura inacabada, apesar de haver recursos disponíveis. Ela também criticou o fato de a Prefeitura ter apresentado, em 4 de setembro, o projeto arquitetônico da unidade em vez de entregar o serviço à população.
“Uma inauguração de projeto arquitetônico, gente, inauguração de 3D”, ironizou Maysa.
A Prefeitura apresentou no dia 4 de setembro os projetos de reforma, ampliação e estruturação da unidade, com investimento estimado em aproximadamente R$ 4 milhões e previsão de entrega para novembro de 2026. O espaço funcionava anteriormente como Policlínica do Verdão e teve a obra paralisada em 2024. A proposta é transformá-lo em uma unidade com atendimento especializado em saúde mental e capacidade estimada de cerca de 2,4 mil atendimentos mensais.
Samantha diz que rede está avançando
Apesar das críticas, Samantha afirmou que a gestão vem trabalhando para reorganizar a assistência e que os resultados já são reconhecidos por profissionais e usuários da rede.
“As coisas estão acontecendo, talvez ela não esteja acompanhando tanto, mas de fato os próprios profissionais de saúde e as pessoas que estão próximas à pauta ou entendendo o que está acontecendo nesse momento no município reconhecem que hoje existe um trabalho sendo feito”, declarou.
Dados divulgados pela própria Prefeitura apontam que a rede municipal registrou 29.758 atendimentos nos CAPS entre janeiro de 2025 e abril de 2026, além da inclusão de 2.724 novos usuários no acompanhamento da Rede Municipal de Saúde Mental.
A administração também afirma que, com os dois novos CAPS entregues em 2026, a rede passou a realizar cerca de 1,5 mil atendimentos mensais na área de saúde mental.
Samantha encerrou a resposta afirmando que a vereadora pode não estar acompanhando as ações da Prefeitura em razão do período eleitoral.
“Ela talvez não está acompanhando, porque está na correria da campanha, mas está acontecendo”, afirmou.
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