- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 6 , AGOSTO 2026
O Fato Agora teve acesso à lista completa dos 31 alvos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (6), para apurar um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, uso de informação privilegiada e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo um acordo firmado entre o governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.
Além do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), também figuram entre os investigados o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Ricardo Almeida, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, o deputado federal e candidato a vice-governador Fábio Garcia (União Brasil), o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Júnior, a ex-primeira-dama Virginia Mendes e os filhos do casal, Luís Antônio Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure.
A lista também inclui familiares de Fábio Garcia e Mauro Carvalho, empresários, advogados, gestores de fundos de investimento e operadores financeiros apontados pela Polícia Federal como integrantes da estrutura utilizada para movimentar os recursos investigados.
Segundo a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), todos os investigados estão submetidos a medidas cautelares, entre elas a proibição de manter contato entre si, exceto nos casos de vínculo familiar, recolhimento de passaportes, impedimento de deixar o país, quebra dos sigilos bancário e fiscal e bloqueio de bens.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve origem na análise de um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a Oi S.A., relacionado à restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. A suspeita é de que a operação tenha sido utilizada para desviar mais de R$ 308 milhões dos cofres públicos por meio de uma complexa estrutura financeira formada por fundos de investimento em cascata e empresas interpostas, criada para ocultar a origem e o destino dos recursos.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada, sem prejuízo de outras infrações que possam ser identificadas ao longo das investigações.
Confira a lista dos investigados:
As diligências da Operação Heritage seguem em andamento e buscam esclarecer a participação de cada um dos investigados no suposto esquema, bem como a destinação dos recursos públicos apontados como desviados pela Polícia Federal.