terça-feira, 3 - novembro 2026 - 16:31



REPÚDIO

Vídeo - Michelly detona restrição a desenhos bíblicos na TV; 'mulher pelada no Carnaval pode?'


Allan Mesquita/ Da Redação
Michelly Alencar
Michelly Alencar

A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) criticou a mudança na classificação indicativa dos desenhos bíblicos exibidos pela TV Record e questionou o que considera falta de equilíbrio nos critérios adotados pelo Ministério da Justiça. Ela comparou a decisão com a classificação de novelas reprisadas pela Globo, que, segundo ela, mantêm cenas consideradas fortes mesmo sendo exibidas durante a tarde.

“Novelas que estão passando no Vale a Pena Ver de Novo, que antes eram passadas na classificação só depois das nove, elas passam ali. Muitas cenas, algumas eles tiram, mas a maioria das cenas permanecem”, afirmou a vereadora.

A declaração foi feita ao comentar a reclassificação do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, que deixou de ser considerado livre e passou a ter indicação para maiores de 12 anos. A decisão do Ministério da Justiça foi publicada no Diário Oficial da União em 29 de outubro e aponta a presença de atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito nas animações.

Com a nova classificação, a recomendação para exibição na televisão aberta passou a ser a partir das 20h. Michelly questionou a diferença de tratamento entre os desenhos religiosos e outras atrações da programação, como o Carnaval. Na tribuna, a vereadora afirmou que mulheres aparecem nuas e esse tipo de conteúdo não é restrito na TV.

“Eu posso deixar carnaval o dia inteiro rolando, as mulheres ali seminuas, cenas fortíssimas como aquela que eu passei ali no plenário, Jesus sendo arrastado, um demônio horrível”, declarou.

A vereadora também afirmou que percebe uma pressão para retirar referências cristãs de espaços públicos e da sociedade. Ela citou críticas à oração do Pai-Nosso em escolas e mudanças nas comemorações de datas como Dia dos Pais e Dia das Mães.

Michelly defendeu que a sociedade e representantes políticos se manifestem contra a decisão. Para ela, o Ministério da Justiça deveria concentrar esforços em problemas que considera mais urgentes, como a exploração sexual de crianças e a atuação de redes de pedofilia na internet.

“Eu acredito que a força do Ministério da Justiça deve estar naquilo que realmente protege as crianças e não nos desenhos”, afirmou.

Veja vídeo:


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