- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 22 , JULHO 2026
O candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), revelou que o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, fez diversas ligações para discutir a possibilidade de o partido abrir mão de sua candidatura ao Palácio Paiaguás em favor de uma composição política. A declaração foi feita durante entrevista coletiva concedida na convenção estadual do PL, realizada na manhã desta quarta-feira (22).
Segundo Wellington, as conversas ocorreram ao longo dos últimos meses, em meio às articulações nacionais para alianças entre o PL e partidos como o Republicanos. O senador afirmou, no entanto, que sempre deixou claro seu desejo de disputar o governo e defendeu que a decisão fosse baseada em pesquisas eleitorais.
“Claro que ligou, várias vezes. Várias vezes nós nos reunimos. Foi perguntado: ‘Wellington, como que é lá no Mato Grosso? É possível nós fazermos uma composição?’. Eu falei: ‘Valdemar, eu quero ser candidato. Vamos fazer pesquisas’. Isso faz mais de um ano. Várias vezes ainda neste ano”, afirmou.
O parlamentar disse que aceitaria recuar caso os levantamentos apontassem inviabilidade eleitoral, mas sustentou que os resultados fortaleceram sua permanência na disputa.
“Se eu estivesse mal na pesquisa, você acha que eu iria impor para ser candidato? Claro que não. As pesquisas foram mostrando que a candidatura do PL teria viabilidade e, depois, que a candidatura do Wellington no PL teria viabilidade”, declarou.
Wellington recordou que o PL chegou a abrir espaço para que o empresário Odílio Balbinotti disputasse o governo pela legenda. Segundo ele, caso Odílio apresentasse melhor desempenho nas pesquisas, seria o candidato do partido.
“O PL abriu para o Odílio ser candidato. Se ele fosse candidato e as pesquisas mostrassem que ele era mais viável, seria ele, sem problema nenhum. Mas ele optou por não disputar”, disse.
O senador ainda citou declarações do ex-governador Blairo Maggi (PP) para reforçar seu discurso de que lidera as intenções de voto para o projeto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), embora tenha ponderado que pesquisas não definem o resultado das urnas.
“Pesquisa não ganha eleição, pesquisa é a fotografia do momento. Cabe a nós organizar o partido e a campanha. Por isso fizemos a convenção logo no dia 22, para já estarmos homologados internamente”, afirmou.
As declarações ocorrem após negociações nacionais entre PL e Republicanos para a eleição presidencial de 2026. Nos bastidores, o Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta, tentou convencer o PL a abrir mão da candidatura de Wellington em Mato Grosso como parte de um acordo de apoio à eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. Segundo informações publicadas pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a legenda também reivindica apoio do PL em Minas Gerais, Espírito Santo e Acre.
Questionado sobre essa movimentação, Wellington minimizou as tratativas e reforçou que sua candidatura foi construída com respaldo da direção nacional e homologada pelo partido durante a convenção desta quarta-feira.