quarta-feira, 25 - fevereiro 2026 - 10:58



SAFRA DESVIADA

Operação mira esquema de R$ 140 mi no setor de grãos


Da Redação / FatoAgora
Reprodução
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Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Safra Desviada, que mira um suposto esquema de desvio de grãos com prejuízo estimado em R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do agronegócio. Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de 180 medidas cautelares em cinco estados.

As ordens judiciais foram expedidas a pedido do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado, que conduz as investigações. Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos em Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde, além de alvos no Paraná, São Paulo, Pernambuco e Maranhão.

Entre as determinações estão 80 mandados de busca e apreensão em residências, propriedades rurais e empresas ligadas aos investigados. Também foi autorizado o bloqueio de contas bancárias de 56 pessoas físicas e jurídicas, em valores que ultrapassam R$ 140 milhões, montante equivalente ao prejuízo estimado.

A decisão judicial incluiu ainda o sequestro de mais de 70 veículos, entre caminhões e carretas usados no transporte de grãos, além da indisponibilidade de imóveis vinculados a 20 investigados. Mais de 45 pessoas tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados.

De acordo com o Ministério Público, o grupo investigado é suspeito de estruturar um esquema de desvio sistemático de cargas de soja, milho e algodão, com manipulação de registros internos e uso de empresas para ocultar valores e dar aparência lícita aos recursos. A apuração aponta indícios de crimes como furto qualificado, estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

A Justiça também autorizou a extração de dados de celulares, computadores e sistemas em nuvem. Contas em plataformas de apostas on-line foram bloqueadas após indícios de que poderiam estar sendo utilizadas para movimentar e dissimular recursos.

A operação mobiliza mais de 180 policiais militares, 50 integrantes do Gaeco, 12 policiais civis e equipes de apoio nos demais estados. As investigações seguem em andamento e novas medidas não estão descartadas.


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