- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 26 , FEVEREIRO 2026
O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Larry Summers, anunciou nesta quarta-feira (25) que deixará o cargo de professor na Universidade de Harvard ao final deste ano letivo. A decisão ocorre em meio à repercussão de seus vínculos com Jeffrey Epstein, o financista falecido que foi condenado por crimes sexuais.
“Tomei a difícil decisão de me aposentar da minha cátedra em Harvard no encerramento deste ano acadêmico”, afirmou Summers em nota oficial. Ex-presidente da instituição, Summers vinha sendo alvo de pressão crescente desde que a Comissão de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA divulgou correspondências pessoais entre ele e Epstein. Embora os documentos tenham detalhado a relação entre ambos, não surgiram evidências de irregularidades legais cometidas pelo ex-secretário.
Afastamento e Investigação Interna
Summers já estava afastado das salas de aula e em licença do cargo de diretor no Mossavar-Rahmani Center for Business and Government, da Harvard Kennedy School, desde novembro. O afastamento ocorreu após a universidade iniciar uma investigação interna para analisar as condutas de membros da comunidade acadêmica citados nos arquivos de Epstein liberados pelo governo.
O porta-voz de Harvard, Jason Newton, confirmou que o reitor da Kennedy School, Jeremy Weinstein, aceitou a renúncia de Summers de suas funções de liderança. O ex-secretário permanecerá em licença até a sua aposentadoria definitiva das atividades acadêmicas.
Impactos em outros setores
A crise de reputação também afetou a atuação de Summers no setor de tecnologia. Em novembro, ele renunciou ao conselho da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, simultaneamente ao anúncio da revisão de conduta por Harvard.
Na ocasião, Summers manifestou-se publicamente sobre o caso, declarando-se “profundamente envergonhado” por suas interações passadas. O economista afirmou que se afastaria de compromissos públicos para focar em “reparar o relacionamento com as pessoas mais próximas”.