- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 27 , MAIO 2026
O ex-deputado estadual Ulysses Moraes (Podemos) pediu desligamento do cargo que ocupava na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) após de questionamentos por supostamente descumprir o horário de trabalho para gravar vídeos para redes sociais e participar de atos políticos. A informação foi confirmada ao FatoAgora pelo presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), nesta quarta-feira (27).
Segundo Russi, o próprio Ulysses solicitou a saída do cargo comissionado e o pedido já foi encaminhado ao setor de Recursos Humanos para formalização da exoneração.
“Ele pediu pra sair, ele pediu pra sair. Então já encaminhei o pedido ao Recursos Humanos da Casa e ele deve estar se desligando da Assembleia para poder tocar a sua vida. Então está muito tranquilo esse caso, até porque teve o pedido dele nessa direção para que seja feito o desligamento”, declarou o presidente.
A saída ocorre após uma série de questionamentos sobre a atuação de Ulysses na Assembleia. O ex-parlamentar ocupava um cargo comissionado de superintendência, com remuneração bruta superior a R$ 17 mil mensais e jornada de 40 horas semanais.
A situação ganhou repercussão depois que uma reportagem do jornal A Gazeta apontou que, apesar de exercer função no Legislativo estadual desde março de 2023, Ulysses mantinha intensa atividade política nas redes sociais, com gravações de vídeos e participação em agendas públicas durante dias úteis e horários comerciais. A publicação também trouxe relatos de servidores que afirmaram raramente vê-lo nas dependências da Assembleia.
Recentemente, o vice-presidente da ALMT, deputado estadual Júlio Campos, defendeu publicamente a exoneração do ex-parlamentar. Ao FatoAgora, Júlio afirmou ter cobrado uma posição da Mesa Diretora e argumentou que o cargo exercido por Ulysses exigia atuação interna na estrutura administrativa da Casa.
“Ele não está lotado em uma função externa. A função dele deveria ser interna, está em um cargo de supervisão interna”, disse o parlamentar na ocasião.
Júlio também afirmou que a ausência de servidores em cargos comissionados deveria ser investigada e chegou a declarar que, se estivesse na presidência da Assembleia, determinaria a exoneração de Ulysses.