- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 25 , MAIO 2026
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avisou que cortará o ponto dos servidores municipais que faltarem ao trabalho para participar do “Grande Ato do Movimento Sindical Unificado”, marcado para esta segunda-feira (25), na Capital. Segundo o gestor, a ausência será tratada como falta e estará sujeita às medidas previstas para o funcionalismo público.
“Nós não temos isso como liberação de trabalho no serviço público. Quem se ausentar do trabalho do serviço público toma falta e as medidas necessárias que forem cabíveis”, declarou o prefeito ao comentar a mobilização organizada por entidades sindicais de Mato Grosso.
Abilio também minimizou o impacto do ato e afirmou que o movimento não exerce pressão sobre a administração municipal. De acordo com ele, a pauta central da manifestação não está relacionada às discussões atuais da Prefeitura de Cuiabá, que recentemente concedeu a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores municipais. “A gente acabou de aplicar o RGA, a gente acabou de fazer a nossa parte e as demais reações a gente vai discutir ao longo do tempo”, disse.
Questionado se a mobilização representaria uma forma de pressão sobre o Executivo municipal, o prefeito foi categórico ao afirmar que não se sente afetado pelo protesto. “Não está me pressionando em nada. Acho que é um ato político, está mais com cara de ato político do que qualquer pressão”, afirmou.
O “Grande Ato do Movimento Sindical Unificado” está previsto para ocorrer a partir das 14h, com concentração em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Centro Político Administrativo. A mobilização reunirá servidores estaduais e municipais de diversas regiões de Mato Grosso, que devem seguir em caminhada até o Palácio Paiaguás.
Com o tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!”, o movimento reivindica o pagamento da Revisão Geral Anual, além de discutir questões relacionadas a consignados, previdência e planos de cargos, carreiras e salários de diferentes categorias do serviço público. Enquanto os sindicatos defendem a necessidade de mobilização para garantir direitos dos trabalhadores, a Prefeitura sustenta que os servidores que deixarem o trabalho durante o expediente estarão sujeitos ao registro de falta e às medidas administrativas cabíveis.
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