terça-feira, 3 - março 2026 - 18:52



ÍNDICE DE 14,61%

Aluguel em Cuiabá dispara e supera inflação oficial


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Viver de aluguel na capital mato-grossense ficou significativamente mais caro no último ano. De acordo com os dados consolidados do Índice FipeZAP, o preço das locações residenciais em Cuiabá acumulou uma alta de 14,61% em 2025, superando com folga a média nacional de 9,44% registrada no mesmo período.

Com esse avanço, o valor médio do metro quadrado na cidade atingiu R$ 47,21. O índice posiciona Cuiabá na 17ª colocação entre as 36 cidades monitoradas, superando capitais como Curitiba (R$ 46,82/m²), Porto Alegre (R$ 44,34/m²) e Goiânia (R$ 41,60/m²).

Raio-X dos Bairros: Valorização e Preços

O levantamento detalha um cenário de contrastes na capital. Enquanto o bairro Quilombo registrou uma valorização meteórica de 49,7% nos últimos 12 meses, o Duque de Caxias segue ostentando o título de metro quadrado mais caro da cidade.

Os bairros mais caros (R$/m²):

  1. Duque de Caxias: R$ 62,8

  2. Despraiado: R$ 51,4

  3. Região de Expansão Urbana: R$ 49,2

As opções mais acessíveis (R$/m²):

  1. Dom Aquino: R$ 36,6

  2. Cidade Alta: R$ 41,6

  3. Centro Norte: R$ 41,6

Tipologia e Perfil de Mercado

O fenômeno da alta não é uniforme entre os tipos de imóveis. Nacionalmente, unidades com três dormitórios lideraram a valorização (10,19%), seguidas por imóveis de um quarto. No entanto, em termos proporcionais, os apartamentos de apenas um dormitório continuam apresentando o maior valor por metro quadrado, refletindo a demanda de jovens profissionais e estudantes.

Cenário para Investidores e Locatários

Desenvolvido pela Fipe em parceria com o Grupo OLX, o índice baseou-se na análise de 2.614 anúncios em Cuiabá. O aquecimento do setor — registrado em 34 das 36 cidades monitoradas pelo país — desenha um horizonte favorável para proprietários e investidores, que veem seus ativos valorizarem acima da inflação.

Por outro lado, o cenário impõe desafios severos às famílias cuiabanas, que precisam reorganizar o orçamento doméstico diante de uma escalada de preços que não dá sinais de arrefecimento imediato.


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