quinta-feira, 5 - março 2026 - 21:27



GUERRA NO ORIENTE MÉDIO

Trump afirma que o Irã foi devastado em 10 anos


Imagens de fumaça subindo em Teerã, capital do Irã, na segunda-feira (2) após ataques aéreos
Imagens de fumaça subindo em Teerã, capital do Irã, na segunda-feira (2) após ataques aéreos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (5) que o Irã foi “devastado durante um período de 10 anos” antes de tentar se reconstruir. A fala, concedida em entrevista à ABC News, ocorre em meio à intensificação da guerra iniciada no final de fevereiro, após os EUA e Israel lançarem uma onda de ataques coordenados contra o programa nuclear e alvos estratégicos do regime persa.

Trump reforçou as afirmações que vinha fazendo desde o ano passado em suas redes sociais, onde descreveu a destruição de instalações nucleares subterrâneas como “monumental”. Segundo o presidente, imagens de satélite comprovam a “obliteração” de estruturas profundas incrustadas em rocha, projetadas para resistir a bombardeios convencionais.

Escalada e Retaliação

O conflito atingiu um ponto de inflexão no último domingo, quando a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, vítima dos bombardeios norte-americanos e israelenses. Em resposta, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que a vingança é um “direito e dever legítimo” e ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada da história”.

O regime iraniano já iniciou ataques retaliatórios contra países vizinhos que abrigam bases militares dos EUA, incluindo:

  • Iraque e Jordânia

  • Emirados Árabes Unidos e Catar

  • Bahrein e Kuwait

Perspectivas de “Paz através da Força”

Diante das ameaças de Teerã, Trump reagiu com novas advertências, afirmando que qualquer represália será respondida com “uma força nunca antes vista”. O presidente norte-americano garantiu que a ofensiva militar continuará “ininterrupta pelo tempo que for necessário”, com o objetivo declarado de estabelecer a paz na região e no mundo.

Neste domingo, as agressões entre as partes permanecem ativas, enquanto a comunidade internacional observa com cautela a possibilidade de uma guerra regional de larga escala.


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