- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 6 , MARÇO 2026
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o Projeto de Lei 5811/2025, que amplia a licença-paternidade no Brasil para até 20 dias. A proposta, que aguardava desfecho no Congresso Nacional há 19 anos, agora segue para a sanção do presidente da República.
Apresentado originalmente em 2007 pela então senadora Patrícia Saboya e relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), o projeto busca equiparar a proteção à paternidade às garantias já consolidadas para a maternidade. Entre as principais inovações, o texto cria o salário-paternidade como um benefício previdenciário e permite a divisão do período de licença.
Implementação Gradual
Para viabilizar a adaptação das empresas e do sistema previdenciário, a nova duração da licença será implementada de forma progressiva a partir da sanção:
10 dias: Nos dois primeiros anos de vigência da lei;
15 dias: No terceiro ano;
20 dias: A partir do quarto ano de vigência.
Igualdade de Gênero e Proteção
A nova legislação fundamenta-se no incentivo à igualdade de gênero no ambiente de trabalho e no reconhecimento do papel fundamental do pai no cuidado com recém-nascidos ou filhos adotados. Além da ampliação do prazo, o projeto assegura ao trabalhador a estabilidade no emprego durante e imediatamente após o usufruto da licença.
O relator da matéria na Câmara dos Deputados, Pedro Campos (PSB-PE), destacou que a medida corrige uma lacuna histórica que persistia desde a Assembleia Nacional Constituinte de 1988. “Nenhum direito é mais fundamental do que o de nascer cercado de cuidado”, afirmou o parlamentar durante a tramitação da proposta.