quinta-feira, 12 - março 2026 - 14:20



RACHA NO UNIÃO

Já que não tem acordo, Mauro ou Jayme terá de sair, diz Júlio


Deputado estadual Júlio Campos (União)
Deputado estadual Júlio Campos (União)

O racha interno no União Brasil em Mato Grosso ganhou contornos de ultimato nesta semana. O deputado estadual Júlio Campos subiu o tom ao comentar as divergências inconconciliáveis entre o projeto de reeleição do governador Mauro Mendes — que busca emplacar o vice Otaviano Pivetta (Republicanos) como sucessor ao Palácio Paiaguás — e a pré-candidatura ao governo de seu irmão, o senador Jayme Campos.

O Ultimato de Júlio

Para o veterano cacique do partido, a convivência entre as duas alas tornou-se insustentável diante da ausência de consenso. Em declaração direta, Júlio sinalizou que o desfecho da disputa não ocorrerá dentro da legenda:

“Já que não está havendo acordo, um deles — ou Jayme ou Mauro — terá de sair do União Brasil e buscar abrigo em outro partido”, disparou o deputado.

O Contexto do Conflito

O embate coloca em lados opostos as duas maiores forças da sigla no estado:

  • Ala Governista: Liderada por Mauro Mendes, defende a fidelidade ao projeto de continuidade com Pivetta, consolidando a aliança com o Republicanos.

  • Ala dos Campos: Reivindica o direito de Jayme Campos encabeçar a chapa majoritária, utilizando como argumento a história e o peso político do grupo na fundação do partido.

A fala de Júlio Campos ecoa nos bastidores como um prenúncio de uma desfiliação em massa de um dos grupos, o que pode redesenhar completamente o tabuleiro eleitoral de Mato Grosso para 2026. A janela partidária e as convenções agora passam a ser o cronômetro de uma bomba relógio que o diretório nacional do União Brasil terá dificuldade em desarmar.


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