domingo, 15 - março 2026 - 13:42



"ELE NÃO"

Senadora critica eleição de Erika Hilton “não vai ao ginecologista”


Senadora criticou eleição de parlamentar trans como presidente da Comissão de Defesa da Mulher
Senadora criticou eleição de parlamentar trans como presidente da Comissão de Defesa da Mulher

A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) elevou o tom das críticas à eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Hilton fez história nesta quarta-feira (11) ao se tornar a primeira mulher trans a assumir o comando do colegiado, sendo eleita com 11 votos favoráveis e dez em branco.

Em declarações recentes, Buzetti sustentou que a pauta feminina deve observar critérios biológicos. “Eu sou mulher, gestei porque tinha útero. Esse é um direito meu e de todas nós. Ela não tem e nunca vai ter”, afirmou a senadora mato-grossense, enfatizando o que considera distinções intransponíveis entre mulheres cisgênero e transgênero.

Embate de Narrativas

A senadora também utilizou comparações sobre cuidados médicos para ilustrar seu posicionamento. “Quando ela tiver 40 anos, não vai ao ginecologista, terá que ir ao proctologista. Nós vamos ao ginecologista. Isso é biológico; não adianta dizer que é igual, porque não é”, disparou. Apesar do tom incisivo, a parlamentar ressaltou que respeita o resultado da votação, mas que manterá o foco no que define como “pautas prioritárias das mulheres”.

Em seu discurso de posse, Erika Hilton adotou uma postura de conciliação, afirmando que pretende conduzir a comissão com diálogo e foco nas diversas realidades enfrentadas pelas mulheres brasileiras. Ela substitui a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) na liderança do grupo.

Composição da Mesa Diretora

A eleição que alçou Hilton à presidência também definiu as demais ocupantes da mesa diretora da comissão, todas eleitas com a mesma margem de votação (11 votos a favor e dez em branco):

  • 1ª Vice-presidência: Laura Carneiro (PSD-RJ);

  • 2ª Vice-presidência: Adriana Accorsi (PT-GO);

  • 3ª Vice-presidência: Socorro Neri (PP-AC).

O embate entre as parlamentares reflete a polarização de conceitos sobre identidade de gênero e direitos biológicos que atualmente divide opiniões no Congresso Nacional.


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