- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 18 , MARÇO 2026
A Justiça de Mato Grosso determinou a aplicação de medidas protetivas contra o personal trainer Diogo Leopoldo Pichler, acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira em Lucas do Rio Verde, a 333 km de Cuiabá. O caso ganhou repercussão após a vítima divulgar vídeos em que o suspeito aparece destruindo a motocicleta dela.
As imagens, gravadas pela própria mulher, mostram o momento em que o personal, em aparente estado de descontrole, danifica uma moto modelo Honda Biz. Durante a gravação, a vítima chega a questionar se seria agredida, diante da postura agressiva do suspeito.
Segundo informações apuradas, a confusão teve início após uma discussão em uma lanchonete da cidade, motivada pela não aceitação do término do relacionamento por parte do investigado.
Em publicações nas redes sociais, a vítima afirmou ter registrado boletim de ocorrência e denunciou um histórico de agressões. “Homem que não aceita o fim do relacionamento, quebra seus bens, te empurra, faz agressão verbal e ameaça de morte deve ser chamado de homem?”, escreveu.
Ela também relatou abalo emocional em decorrência dos episódios. “Nesses dois meses, até psicólogo eu procurei, porque estava achando que a louca era eu”, desabafou.
A mulher ainda alertou para o fato de o suspeito atuar como profissional de Educação Física e frequentar igreja. Segundo ela, ao apresentar o vídeo à Polícia Civil, os agentes já teriam conhecimento de antecedentes envolvendo o investigado.
Após o registro da ocorrência, a Justiça concedeu medidas protetivas com validade inicial de seis meses. Entre as determinações estão a proibição de aproximação a menos de 500 metros da vítima e de seus familiares, o impedimento de qualquer tipo de contato — inclusive por meios digitais — e a restrição de acesso à residência e ao local de trabalho da mulher.
Também foi disponibilizado à vítima o chamado “botão do pânico”, ferramenta de segurança acionada por aplicativo. O descumprimento das medidas pode resultar na decretação de prisão preventiva.
O caso segue sob acompanhamento da Justiça e do Ministério Público.