sexta-feira, 20 - março 2026 - 10:12



PARENTES EM OBRAS PÚBLICAS

Vídeo - Cattani comemora investigação do MP contra Moretto; 'achei que era normal'


Allan Mesquita / Da Redação
Reprodução
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O deputado Gilberto Cattani (PL) comemorou a investigação aberta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra o colega, deputado Valmir Moretto (PL), após o parlamentar comemorar ter vencido uma licitação do governo do Estado em uma empresa que seria “dele”. Na manhã desta sexta-feira (20), o parlamentar utilizou as redes sociais para colocar uma “lupa” sobre possíveis conflitos de interesses no Estado e afirmou que que “achava que era normal” parentes de políticos prestarem serviços aos órgãos públicos.

“Para falar bem a verdade para vocês, matuto que eu sou, da roça que eu sou, eu não tinha muito conhecimento sobre essa situação, eu achava até que era normal que as empresas pudessem vencer licitações tendo ligação com parlamentares ou com entes públicos do Estado de Mato Grosso”, declarou Cattani.

A apuração foi instaurada após a repercussão de uma fala de Moretto durante evento oficial do governo, em que ele mencionou empresas vencedoras de uma licitação para obras de um hospital regional em Pontes e Lacerda. O caso levou o MPMT a pedir investigação na esfera criminal junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sob sigilo.

“De quem são as grandes empreiteiras do Estado de Mato Grosso? De quem são as praças de pedágio? Por isso que eu falo: fico pensando, com meus próprios questionamentos, que eu achava que isso podia… achava que era normal”, continuou.

Valmir Moretto afirmou que a expressão utilizada foi um “vício de linguagem”, destacando que não possui vínculo com a empresa citada, da qual se desligou antes de assumir o mandato e vendeu para o irmão. Ele também reforçou que os processos licitatórios seguem critérios técnicos e legais.

Cattani, por sua vez, sugeriu que situações semelhantes podem ser recorrentes no estado, questionando a relação entre grandes obras públicas e empresas com possíveis vínculos políticos.

“Eu achei até que era normal, mas, repito, pau que bate em Chico tem que bater em Francisco, se não é pura hipocrisia”, completou o deputado.

O caso segue sob análise dos órgãos de controle.

Veja o vídeo:


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