- CUIABÁ
- DOMINGO, 22 , MARÇO 2026
O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã subiu o tom das ameaças contra o governo americano neste domingo (22), declarando prontidão para “fechar completamente” o Estreito de Ormuz. A medida extrema seria uma retaliação caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra a promessa de bombardear usinas de energia e infraestruturas críticas em território iraniano.
O ultimato de Teerã ocorre após Trump declarar, no sábado (21), que ordenaria ataques aéreos contra bases energéticas iranianas caso a livre navegação no estreito não fosse plenamente restabelecida em um prazo de 48 horas.
Retaliação e Alvos Regionais
Em nota oficial, os militares iranianos afirmaram que, se a ameaça americana for concretizada, o Estreito de Ormuz — principal artéria do petróleo mundial — permanecerá bloqueado até que todas as usinas destruídas sejam reconstruídas. O comunicado também expande o raio de ação de possíveis ataques, listando alvos estratégicos além das fronteiras iranianas:
Israel: Toda a infraestrutura de energia e comunicações do país seria alvo de ataques diretos.
Empresas Regionais: Companhias com acionistas americanos na região do Oriente Médio foram classificadas como alvos potenciais.
Bases Americanas: O comando militar iraniano alertou que usinas de energia em países vizinhos que abrigam bases militares dos EUA passarão a ser consideradas “alvos legítimos”.
Alerta de Destruição “Irreversível”
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, reforçou a gravidade da situação em uma publicação na rede social X. Segundo a autoridade, um eventual ataque às instalações iranianas desencadearia uma reação em cadeia capaz de provocar a destruição “irreversível” de infraestruturas críticas em todo o Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz é um ponto geográfico vital, por onde circula cerca de 20% do consumo global de petróleo. Um fechamento prolongado poderia causar um choque sem precedentes nos preços de energia e na economia global.