quarta-feira, 1 - abril 2026 - 11:44



DISPUTA À PRESIDÊNCIA

Maggi elogia gestão Lula, mas diz que não fará campanha em 2026; 'dentro do possível, vai bem'


Allan Mesquita / Da Redação
Blairo Maggi – Mayke Toscano/Secom-MT
Blairo Maggi – Mayke Toscano/Secom-MT

O ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, avaliou de forma positiva a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas deixou claro que não pretende se engajar em campanha eleitoral de forma explicita nas eleições desse ano.

Durante entrevista à imprensa nesta terça-feira (31), o barão do agronegócio afirmou que não vê o país em cenário de descontrole, como defendem setores mais críticos ao atual governo, e classificou a gestão federal de forma positiva dentro das limitações do cargo.

“Eu não acho que, diferente de muita gente, que o país está sem rumo. Tudo isso faz parte de conjunturas. Dentro do possível, está indo bem”, declarou.

A declaração de Maggi ocorre após ele ter desempenhado papel relevante no último pleito presidencial passado, quando apoiou Lula e participou da articulação que levou o senador Carlos Fávaro ao comando do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Apesar disso, Maggi agora adota um discurso pragmático. Na conversa com jornalistas, ele deixou claro que não pretende se envolver ativamente no processo eleitoral deste ano. Segundo ele, sua atuação política já cumpriu o papel necessário ao longo dos anos. “Eu não vou fazer campanha, já passei da fase. Já assumi os riscos que precisava assumir, já defendi quem eu tinha que defender dentro dos arcos de aliança”, afirmou.

Maggi também destacou que, atualmente, sua posição exige cautela, sobretudo por manter relações com diferentes grupos políticos e econômicos. “Sou empresário, tenho relações com todos os lados, então às vezes a minha preferência pessoal não vai contar muito nesse meio”, pontuou.

Mesmo sem se comprometer com apoio futuro à reeleição de Lula, o ex-governador reforçou que sua postura tende a ser de equilíbrio, evitando aprofundar a polarização política. Ele reconheceu, no entanto, que o cenário de divisão ideológica deve continuar presente no país.

“Eu não gosto da polarização, mas acho que não vai ser possível enfrentá-la. Vai acontecer, é quase natural hoje em dia”, disse.

 


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