- CUIABÁ
- DOMINGO, 5 , ABRIL 2026
Apesar da popularização de medicamentos como semaglutida e tirzepatida, a obesidade continua em alta no Brasil. Um levantamento da Omint Saúde mostra que a prevalência entre adultos aumentou 9% nos últimos cinco anos, com salto de 5% apenas entre 2023 e 2024.
Especialistas explicam que parte do aumento se deve ao maior diagnóstico, já que mais pessoas passaram a buscar acompanhamento médico diante das novas opções terapêuticas. Porém, o crescimento da doença também reflete fatores ambientais e de estilo de vida: sedentarismo, alimentação ultraprocessada, estresse, sono insuficiente e excesso de telas contribuem para o ganho de peso.
A obesidade é um processo crônico e biológico, marcado por alterações hormonais e neurológicas que dificultam a manutenção da perda de peso. Os medicamentos modernos ajudam a reduzir fome e melhorar a saciedade, mas não substituem mudanças comportamentais, acompanhamento médico e suporte multidisciplinar.
Além disso, o tratamento ainda enfrenta barreiras de acesso, tornando difícil manter cuidados estruturados e contínuos. Dados do Ministério da Saúde apontam que a obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, atingindo 25,7% da população adulta. Considerando sobrepeso, o percentual chega a 62,6%.
O crescimento da obesidade mostra que, embora as “canetas emagrecedoras” tenham colocado o tema em evidência, enfrentar a doença exige ações que vão além do medicamento.