- CUIABÁ
- DOMINGO, 10 , MAIO 2026
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL(, atribuiu ao Governo Federal e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) o crescimento da população em situação de rua na Capital mato-grossense. Segundo ele, as atuais políticas públicas acabam incentivando a permanência dessas pessoas nas ruas.
As declarações foram dadas durante entrevista em que o gestor comentava as ações de revitalização do Centro Histórico e da região do Morro da Luz, áreas que concentram usuários de drogas e pessoas em vulnerabilidade social.
“Acredito que só vai começar a ter uma mudança a partir do momento que mudar o presidente da República, e a gente tiver políticas públicas pelo Governo Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal favoráveis a essa mudança de política”, afirmou.
Durante a coletiva, Abilio disse que as capitais brasileiras estão se tornando locais de concentração de dependentes químicos e criticou o modelo de assistência social atualmente adotado.
“As cidades, principalmente as capitais, serão locais de armazenamento de pessoas em condição de rua”, declarou.
O prefeito afirmou ainda que a legislação e decisões judiciais dificultam ações mais rígidas por parte do poder público municipal. Segundo ele, a Prefeitura acaba oferecendo estrutura para permanência dessas pessoas nas ruas sem conseguir avançar na retirada delas da situação de vulnerabilidade.
“A política pública que é instalada hoje não consegue tirar ninguém da rua. Porque o município é obrigado a dar duas refeições por dia para a pessoa ficar na rua”, afirmou.
Abilio também criticou o sistema de segurança pública e disse existir sensação de impunidade nas ocorrências registradas na região central da cidade.
“A polícia prende e depois vai lá e solta no mesmo dia. O policial gasta mais tempo fazendo boletim de ocorrência do que a pessoa fica presa”, disse.
Outro alvo das críticas foi o Centro Pop, unidade voltada ao atendimento da população em situação de rua. O prefeito afirmou que o local já foi alvo de prisões relacionadas ao tráfico de drogas.
“Toda semana a gente prende alguém lá dentro traficando droga dentro do Centro Pop. Já prendemos servidores, já prendemos um monte de gente”, declarou.
Apesar das críticas, o gestor reconheceu que nem todas as pessoas em situação de rua fazem uso de entorpecentes, mas afirmou que os casos seriam minoria.
“Não existe proposta que faz a pessoa sair de lá, porque a pessoa quer estar lá usando droga, roubando as lojas do Centro”, concluiu.