quarta-feira, 13 - maio 2026 - 09:16



TENSÃO ENTRE EUA E IRÃ

Se for atacado, Irã ameaça enriquecer urânio a 90% para fins militares


Urânio enriquecido
Urânio enriquecido

O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento do Irã, Ebrahim Rezaei, afirmou nesta terça-feira (12) que o país pode elevar o enriquecimento de urânio a 90% de pureza caso sofra novos ataques — nível considerado próximo ao necessário para a fabricação de armas nucleares.

Segundo Rezaei, a possibilidade está sendo discutida internamente no Legislativo iraniano. “Uma das opções do Irã em caso de outro ataque seria o enriquecimento a 90%. A questão será analisada no Parlamento”, escreveu em publicação na rede social X.

A declaração ocorre em meio a novas tensões com os Estados Unidos e Israel. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou na segunda-feira (11) que o cessar-fogo entre os países permanece em “estado crítico”, após o fracasso de uma proposta iraniana, destacando a fragilidade dos esforços diplomáticos para encerrar o conflito.

As negociações entre Washington e Teerã seguem travadas. Os Estados Unidos exigem que o Irã transfira seu estoque de urânio altamente enriquecido para fora do país e suspenda o enriquecimento em território nacional. O governo iraniano, por sua vez, defende que o tema nuclear seja tratado em uma etapa posterior das conversas.

A preocupação internacional também se concentra no estoque de aproximadamente 400 kg de urânio enriquecido a 60% mantido pelo Irã — nível técnico próximo ao necessário para armamento nuclear. Especialistas apontam que o programa nuclear iraniano só sofreria impacto significativo caso esse material fosse removido ou destruído.

Avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam ainda que as estruturas nucleares iranianas não teriam sido completamente desativadas por ataques anteriores, o que mantém o programa em capacidade operacional parcial.

O aumento das tensões ocorre em um contexto de instabilidade prolongada no Oriente Médio, marcado por confrontos diretos, ataques a instalações militares e retaliações envolvendo interesses regionais e aliados dos dois países.


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