sexta-feira, 15 - maio 2026 - 10:42



ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Grupo de Pivetta pressiona Jayme e articula chapa ao Senado


Jayme-e-Pivetta
Jayme-e-Pivetta

A cúpula política ligada ao vice-governador Otaviano Pivetta intensificou as articulações para convencer o senador Jayme Campos a desistir da pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso e disputar a reeleição ao Senado em 2026. A estratégia prevê a formação de uma chapa ao lado do ex-governador Mauro Mendes, com o objetivo de preservar a unidade do grupo político que administra o Estado desde 2019.

O principal articulador das negociações é o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, que defende a manutenção da aliança construída nas eleições de 2018 e 2022. Segundo ele, a permanência de Jayme Campos no bloco governista é considerada fundamental para o projeto político de 2026.

“Eu acredito que é possível. Com muito diálogo, precisamos ouvir o Jayme Campos, que tem todas as prerrogativas para integrar esse projeto de 2026. O nome dele está presente em todas as nossas reuniões políticas. Ele tem o direito legítimo de disputar a reeleição ao Senado, embora tenha se colocado como pré-candidato ao governo. Precisamos construir esse entendimento para manter o grupo unido”, afirmou Mauro Carvalho.

Nos bastidores, o movimento ocorre em meio ao aumento das tensões entre Jayme Campos e Mauro Mendes dentro do União Brasil. O senador tem endurecido o discurso contra a condução da legenda em Mato Grosso e passou a defender com mais intensidade a possibilidade de disputar o Palácio Paiaguás.

Além das articulações para 2026, Mauro Carvalho comentou a crise interna enfrentada pelo Partido Renovação Democrática (PRD), legenda da qual foi destituído da presidência estadual às vésperas do encerramento da janela partidária. A mudança provocou a saída de diversos pré-candidatos que planejavam disputar vagas proporcionais pela sigla.

A instabilidade partidária obrigou nomes ligados ao governo estadual, como os ex-secretários Allan Kardec e Gilberto Figueiredo, a buscar novas legendas para viabilizar projetos eleitorais em 2026.

O episódio ganhou novos desdobramentos após declarações do presidente estadual do Solidariedade, Marco Aurélio, que afirmou que o PRD estaria sob influência da deputada estadual Janaina Riva e do presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho.

Para Mauro Carvalho, as declarações reforçam a percepção de que houve uma articulação política para afastá-lo do comando da legenda.

“A forma como tudo foi conduzido e está sendo concretizado demonstra, por si só, o perfil dos envolvidos nesse processo do PRD”, declarou.


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