quarta-feira, 20 - maio 2026 - 23:50



OPERAÇÃO STOP HATE

‘Internet não é terra sem lei’, diz Max após ser alvo de ataques; veja vídeo


Da Redação / FatoAgora
Max Russi – ALMT
Max Russi – ALMT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, afirmou nesta quarta-feira (20) que decidiu denunciar o grupo investigado na Operação Stop Hate após se sentir “agredido” por ataques e publicações disseminadas nas redes sociais.

A declaração foi dada após a Polícia Civil deflagrar a operação em Rondonópolis, município localizado a 218 quilômetros de Cuiabá, para investigar crimes de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada supostamente praticados contra autoridades públicas por meio da internet.

Segundo o parlamentar, os conteúdos publicados ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram diretamente sua honra e a de familiares.

“Eu não posso aceitar que qualquer pessoa, por mera intenção de tentar me prejudicar, venha me atacar. Toda vez que acontecer isso, eu vou procurar o meu direito”, declarou.

Max Russi afirmou que, por exercer cargo público, entende estar sujeito a críticas e fiscalização, mas ressaltou que não aceitará ataques pessoais ou informações falsas.

“Tem muita gente que não gosta do deputado Max, não gosta do meu mandato, do meu trabalho. Legal. Critique esse mandato, procure acompanhar, fiscalizar, estar em cima. Mas jamais com ataques pessoais”, disse.

A prefeita de Jaciara, Andreia Wagner, esposa do deputado, também estaria entre os alvos das publicações investigadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizavam perfis no Instagram para divulgar conteúdos ofensivos, acusações sem provas e materiais produzidos com inteligência artificial considerados vexatórios pelas vítimas.

Durante entrevista, Max afirmou que a investigação passou por todos os trâmites legais antes do cumprimento das medidas judiciais.

“Passou pelo delegado, passou pela Polícia Civil, passou pelo Ministério Público, passou pelo Poder Judiciário. Não foi algo construído da cabeça do deputado Max”, afirmou.

O presidente da ALMT ainda citou episódios anteriores envolvendo perseguições atribuídas à investigada.

“Um policial federal já teve que sair da cidade por perseguição dessa pessoa, por ir à escola dos filhos, por fazer uma série de coisas”, declarou.

A Operação Stop Hate cumpriu três mandados de busca e apreensão e duas medidas cautelares expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

Além das buscas, a Justiça determinou a proibição de novas publicações relacionadas às vítimas identificadas no inquérito e também vedou contato entre os envolvidos.


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