- CUIABÁ
- DOMINGO, 24 , MAIO 2026
O deputado federal Coronel Assis (PL-MT) criticou, nesta sexta-feira (22), a nova versão da Caderneta da Gestante lançada pelo Ministério da Saúde e afirmou que o material promove um “apagamento da figura materna” ao adotar novas terminologias relacionadas à gestação e à maternidade.
Segundo o parlamentar, a cartilha distribuída durante o pré-natal deixou de utilizar o termo “mãe” em alguns trechos, substituindo-o por expressões como “pessoas que gestam”. Para Assis, a mudança ultrapassa o campo técnico da saúde pública e representa uma tentativa de introduzir pautas ideológicas em documentos oficiais voltados às mulheres.
“O que deveria ser um guia médico sobre o desenvolvimento do bebê acabou se transformando em outra coisa. A palavra ‘mãe’ desapareceu e foi substituída por ‘pessoas que gestam’”, declarou o deputado.
O parlamentar também contestou as orientações presentes na caderneta sobre aborto legal nos casos previstos pela legislação brasileira. Assis criticou o trecho que informa que vítimas de violência sexual não precisam apresentar boletim de ocorrência para ter acesso ao procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante o pronunciamento, o deputado afirmou que o conteúdo transmite uma mensagem equivocada ao tratar do tema. “O governo oferece como solução a interrupção da gravidez sem exigir sequer a denúncia do agressor”, disse.
Ao comentar as alterações no documento, Coronel Assis associou as mudanças ao que chamou de “hegemonia cultural” e criticou a adoção de novas terminologias em políticas públicas. Segundo ele, a estratégia busca modificar a percepção da sociedade sobre valores ligados à maternidade, à família e à proteção da vida.
O parlamentar afirmou ainda que seguirá atuando no Congresso Nacional em defesa de pautas conservadoras. “Enquanto a esquerda retira a palavra ‘mãe’ dos documentos oficiais, nós continuaremos defendendo a vida e a família”, concluiu.